“Seremos Arrebatados”
Escatologia Avançada
Bom! Vamos começar esta parte da apostila informando primeiro de que o básico (o leite) para se entender sobre este assunto: ARREBATAMENTO está informado no livreto: “MATURIDADE CRISTÃ 3º trimestre de 1985” que segue anexo….
Ou pode ser baixado neste link:
https://mega.nz/file/hrskiKqA#leWpEyHyaxjk2N9zOVhmxRKlr_TUo4KwlrTYynLHPKI
Antes de entrarmos neste artigo. E olhando no artigo anterior e na foto do Garcia e sua lambreta. Me fez viajar novamente e rapidamente para minha infância … Como já relatei, papai trabalhava em São Paulo e nesta época morávamos em Leme As vezes quando papai estava
indo pegar o ônibus para São Paulo, ali no bar do Pinguim. Depois ou antes do papai pegar o ônibus, a gente passava no cinema para olhar os cartazes. E ali do outro lado do Cinema Alvorada. Existia uma grande loja de brinquedos chamada de: “Paraíso das Crianças” (e que paraíso), era de “encher os olhos”, e “esvaziar os bolsos dos pais” e na vitrine tinham as bonecas que a minha irmãzinha se sentia mamãe de todas e ficava olhando, e eu olhava uma linda lambreta azul (tinha que ser azul – que coisa não?! Ah! E o


meu irmão na fé o Barros tinha também essa mesma lambreta e a dele era vermelha …. E tinha que ser vermelha? da marca bandeirante. Papai e mamãe nos fizeram surpresa e pegaram um carnê e foram pagando, pagando, e no natal daquele ano, eu e irmã recebemos a visita do papai Noel da loja que nos entregou a Lambreta Azul para mim, e para minha irmã entregou uma boneca e um tico-tico. Fotos a Seguir: Foto a esquerda (igual à do Barros (do Barros era Vermelha – Engraçado! Essas duas cores a vermelha e a azul farão boa parte de nossas vidas) e diferente da do Garcia
(risos)): Lambreta de brinquedo, conhecida como: Bandereta, e a foto da direita um triciclo conhecido como: Tico-tico….
a Lambreta de presente, e como o nosso quintal para mim era enorme. Eu rodeava o quintal. E sempre num determinado ponto, perto do poste de iluminação pública, eu parava e imaginava meus passageiros subindo e descendo, e eu dizia o nome da cidade ou estação. E quando papai chegava, eu o interrogava por exemplo: Qual cidade vem depois de Sumaré, ele dizia e eu marcava. Ia brincar, chegando em outra cidade imaginária, voltava a perguntar para papai: E depois de Louveira… E assim ia construindo sem saber o meu itinerário (rota) da viagem imaginaria e
de brinquedo…. (Será que já estava praticando para trabalhar nas empresas de ônibus??!!?? (risos)). Ah! Olhando a foto da lambreta, pode se ver o pedal direito, e a lata da frente na lambreta. Eu quando brincava, brincava geralmente descalço, e o pé suava, e escapava do pedal, e o dedão batia na lata e doía, e abria (machucava) perto da unha, e se a gente chorava e reclamasse, mamãe tinha a disposição um “material torturante” que constituía de: Azul de metileno, violeta genciana, emulsão de Scott, Biotônico Fontoura, um lápis, algodão, uma colher, etc E se eu “caísse na besteira” de chorando ir mostrar o dedão do pé machucado,

ela pegava por ex a “violeta Genciana” e despejava (passava – risos) no machucado, aí sim que eu berrava, pulava e batia o dedão novamente…. E se tivesse por ex uma “dor de cabeça”, ela mandava a gente ali mesmo, na cozinha, abrir bem a boca, e “enfiava (colocava)” o cabo de uma colher de inox, lá no fundo de nossa língua e apertava e como doía, e ela como uma boa enfermeira, já diagnosticava, tá com a garganta inflamada. E eu claro já ficava morrendo de medo…. Ela então, pegava um lápis, o algodão e enrolava na parte de cima do lápis, depois mergulhava esse algodão no remédio Azul de Metileno, colocava eu apertado em suas pernas (sem chance de eu escapar), e mandava abrir novamente a boca, e passava aquilo em toda a minha boca, era horrível e não adiantava escapar. Quando ela me soltava, e eu quase babando e com a boca toda azul, não sabia se saia correndo, se vomitava, se tossia, ou se chorava. Acho que fazia tudo isso (risos). E claro, para a gente se tornar “forte” tinham a dupla: Biotônico Fontoura (gosto de ferro enferrujado, apesar de eu nunca ter experimentado um ferro enferrujado – risos), E tinha aquela receita: alguns ovos de pata batidos com o biotônico, e
também tinha o outro remédio, viscoso, branco, parecendo um mingau com gosto de peixe o Emulsão de Scott, tinha que tomar e engolir e não podia cuspir (depois era o gosto de peixe o dia inteiro na boca) ….

Para entender sobre profecias e sobre a volta (harpazo e parousia) é necessário também observar como e quantas etapas eram realizadas as colheitas no tempo do Velho Testamento que são sombras de eventos futuros. A colheita se dividia em quatro etapas a seguir: Molho / Primícias que era apresentado ao sacerdote no Templo que por sua vez apresentava para Deus; Colheita Geral depois de apresentar o Molho o agricultor tinha a benção de realizar a colheita geral… Mas não podia pegar as respigas aquele cereal que caia dos cestos, das mãos, ou mesmo do pé da planta eram destinados aos estrangeiros. Também não se podiam colher os quatro cantos da lavoura que eram destinados aos pobres judeus… O que representam para nós essas quatro etapas das colheitas? É o que iremos analisar neste artigo … Você poderá ter a impressão da gente estar falando a mesma coisa em vários pontos… Mas não é a mesma coisa… Uma parte completará a outra. Espero que entenda tudo direitinho…
que eu caísse num golpe. Não é pecado ser ambicioso e “correr atrás” (e ir em busca daquilo que sonhamos). Se torna pecado quando a ambição vira ganancia. E aí temos por exemplo: um trabalho, e com esse trabalho nos aposentamos, mas aí continuamos a trabalhar pode até ser na mesma empresa ou em outra, temos com certeza o dia de folga semanal e neste dia de folga buscamos mais um trabalho. Será que tudo isto é necessário em nossa vida tão curta? Será que nessa corrida louca teremos tempo para pensar em Deus? Isto me fez lembrar de uma parábola (história) contada por Jesus, vamos a ela:
“Um homem que estava no meio da multidão disse a Jesus: —Mestre, mande o meu irmão repartir comigo a herança que o nosso pai nos deixou.
Jesus disse: —Homem, quem me deu o
direito de julgar ou de repartir propriedades entre vocês? E continuou dizendo a todos:
—Prestem atenção! Tenham cuidado com todo tipo de avareza porque a verdadeira vida de uma pessoa não depende das coisas que ela tem, mesmo que sejam muitas. Então Jesus contou a seguinte parábola: —As terras de um homem rico deram uma grande colheita. Então ele começou a pensar: “Eu não tenho lugar para guardar toda esta colheita. O que
é que vou fazer? Ah! Já sei! —disse para si mesmo. —Vou derrubar os meus depósitos de cereais e construir outros maiores ainda. Neles guardarei todas as minhas colheitas junto com tudo o que tenho. Então direi a mim mesmo: ‘Homem feliz! Você tem tudo de bom que precisa para muitos anos. Agora descanse, coma, beba e alegre-se. ’” Mas Deus lhe disse: “Seu tolo! Esta noite você vai morrer; aí quem ficará com tudo o que você guardou? ” Jesus concluiu: —Isso é o que acontece com aqueles que juntam riquezas para si mesmos, mas para Deus não são ricos. Então Jesus disse aos seus discípulos: —É por isso que eu digo a vocês: não se preocupem com a comida que precisam para viver nem com a roupa que precisam para se vestir. Pois a vida é mais importante do que a comida, e o corpo é mais importante do que as roupas. Vejam os corvos: não semeiam, não colhem, não têm despensas nem depósitos, mas Deus dá de comer a eles. Será que vocês não valem muito mais do que os pássaros? Qual de vocês pode encompridar a sua vida, por mais que se preocupe com isso? Portanto, se vocês não podem conseguir uma coisa assim tão pequena, por que se preocupam com as outras? Vejam como crescem as flores do campo: elas não trabalham, nem fazem roupas para si mesmas. Mas eu afirmo a vocês que nem mesmo Salomão, sendo tão rico, usava roupas tão bonitas como uma dessas flores. É Deus quem veste a erva do campo, que hoje está aqui e amanhã desaparece, queimada no forno. Então é claro que ele vestirá também vocês, que têm uma fé tão pequena! Portanto, não fiquem aflitos, procurando sempre o que comer ou o que beber. Pois os pagãos deste mundo é que estão sempre procurando todas essas coisas. O Pai de vocês sabe que vocês precisam de tudo isso. Portanto, ponham em primeiro lugar na sua vida o Reino de Deus, e Deus lhes dará todas essas coisas.” Lucas 12: 13 ao 31.
Corra atrás dos seus sonhos, mas busque a Deus em primeiro lugar. Reserve “TEMPO” e energia para Ele. Se não fizer assim poderá realizar seus sonhos é verdade. Mas perder a Eternidade com Deus. Pense seriamente nisto. E perceba que a maioria das coisas que corremos atrás são somente vaidade, e a vaidade não é contabilizada para Deus, ou seja, é em vão….
Vamos aqui pensar um pouquinho, viajar nos pensamentos e analisar (é apenas uma pequena comparação):
“O Sonhador e a Porta do Tempo”
Havia um jovem chamado Eliabe (o nome podia ser Vanderlei, José, ou o seu). Desde pequeno, tinha muitos sonhos. Queria ser médico, depois engenheiro, depois cantor, depois… rico.
Corria, estudava, treinava, fazia contatos, ia a eventos, lia livros. Seu quarto era cheio de post-its (pequenos pedaços de papel com durex colocados na parede), com as palavras e ou frases: “Acredite!”, “Não pare!”, “Você consegue!”. Motivado, incansável, incansavelmente motivado.
De manhã, tomava café correndo. À noite, dormia exausto. Orava? Quase nunca. Lia a Bíblia será? “Depois eu vejo…” Pensava: “Deus entende, estou lutando pelos meus sonhos.” Eliabe achava que buscar a Deus era coisa para quando sobrasse tempo. E o tempo nunca sobrava.
Um dia, ele sonhou com uma Estrada Dourada. No sonho, corria atrás de uma estrela chamada “SUCESSO”. Corria tanto que nem percebia as placas no caminho: “Buscai primeiro o Reino de Deus…” “Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro…”
Mas ele só queria a estrela. A certa altura, viu uma Porta enorme chamada “TEMPO”. E nela, um velho homem o esperava, com um sorriso triste. — “Quem é você?” — perguntou Eliabe. — “Sou o Tempo. E vim te mostrar o que não pode ser comprado.” A Porta se abriu.
Lá dentro, cenas de sua vida passavam como um filme. Ele se viu ajudando pessoas, estudando, viajando, vencendo prêmios. Mas, curiosamente, cada cena brilhava apenas por segundos e depois se desfazia como fumaça. — “Por que tudo se apaga?” — perguntou,
confuso. O Tempo respondeu: — “Porque foi vaidade. Não teve valor eterno. Só foi contado na terra.” — “Mas eu realizei meus sonhos!” — “Sim. Mas esqueceu de buscar a Deus em primeiro lugar.” Eliabe então viu um trono. E do trono, uma voz suave, porém firme, dizia: “Eu estive sempre à porta do teu coração, mas você estava ocupado demais.” “Você teve tempo para tudo, menos para Mim.” Ele chorou. O tempo perdido gritou em seus ouvidos como um eco eterno. Quis voltar. Mas o Tempo disse: — “A vida não é ensaio. É única. E o relógio não anda para trás.” Despertou.
Era madrugada. O coração disparado. E o silêncio do quarto parecia gritar: “Busque a Deus antes de tudo.” Naquela manhã, Eliabe acordou diferente. Apagou todos os post-its da parede. E escreveu um novo: “Primeiro Deus. Depois, o resto.” Não deixou de sonhar.
Mas agora, antes de qualquer passo, dobrava os joelhos. Antes de cada plano, consultava a Palavra. Antes de buscar sucesso, buscava a presença. Deus não o impediu de alcançar seus sonhos. Mas os transformou.
Antes ele queria a própria glória. Agora, queria glorificar a Deus. E isso…. foi eterno.
Moral da história: Corra atrás dos seus sonhos, sim. Mas leve Deus com você. Melhor ainda: siga a Ele e deixe que os sonhos te sigam. Pois tudo que é feito sem Deus é vaidade. E a vaidade é um investimento. sem retorno eterno. “Vamos pensar nisso.”
O tempo está passando. E a eternidade… está logo ali.
Vamos para mais uma historinha (esta encaixa perfeitamente aqui sobre o Arrebatamento e nós que o aguardamos, e encaixa também para os que estarão na Grande Tribulação aguardando a segunda vinda visível de Jesus):
A história é uma das mais comoventes e simbólicas da influência missionária cristã na África, e também da
esperança messiânica entre povos nativos. Embora algumas versões variem, o núcleo da história é este:
Os Pokalolos: Um Povo que Espera o Retorno do Pastor Branco Uma Parábola Missionária
Conta-se que, em uma região remota da selva, vivia uma tribo chamada Pokalolos. Um povo simples, de pele morena, olhos vivos, andar descalço e alma faminta por algo que eles ainda não sabiam definir.
Um dia, um homem branco, um missionário europeu (algumas versões o identificam como inglês ou escocês) chegou à aldeia. No final do século XIX ou início do XX Trazia roupas diferentes, um idioma estranho e uma luz nos olhos que o cacique nunca tinha visto antes. Ele era um missionário cristão, e com amor ensinou aos Pokalolos sobre um Deus Criador, sobre a Salvação e um Salvador chamado Jesus, e sobre um livro sagrado chamado Bíblia, que contava toda essa história, e Jesus prometeu que um dia voltaria… O povo ouviu atentamente. O missionário falava com simplicidade, usando figuras da natureza: o sol como símbolo de Deus, o cordeiro como símbolo de Jesus, e a água como símbolo do Espírito. Eles entenderam que existia um Deus acima da floresta, acima dos espíritos das árvores, um Deus vivo que os amava.
Depois de passar um tempo com os nativos – ensinando o Evangelho, alfabetizando, traduzindo partes da Bíblia para a língua local e estabelecendo comunidades cristãs – ele foi embora, talvez por motivos políticos, saúde ou morte… Antes de ir, ele prometeu: “Eu voltarei. Trarei mais do Livro. Trarei outros irmãos. E contarei tudo sobre o Salvador.”
Então ele se foi deixando lágrimas nos olhos dos Pokalolos e uma promessa gravada no coração da tribo.
Em vez de abandonar a fé, os habitantes da tribo passaram a viver em espera constante do retorno dele – ou, mais precisamente, do Jesus que ele anunciava. Algumas gerações se passaram, e a tribo manteve costumes cristãos rudimentares, como: Reuniões aos domingos; Orações; Cantos semelhantes aos hinos; Esperança no retorno do “pastor branco”; Práticas de pureza, reverência e silêncio ritual; O tempo passou: As estações mudaram. As crianças cresceram. Os anciãos começaram a morrer.
A figura do “pastor branco” virou sinônimo do próprio Jesus. A tribo criou uma teologia oral baseada nos ensinos que haviam recebido, mesclando-a com elementos de sua cultura. A fé permaneceu viva por décadas ou até séculos, mesmo sem Bíblias, igrejas ou novos missionários. Mas os Pokalolos nunca se esqueceram daquele homem. Todos os dias, ao amanhecer, uma criança subia no monte mais alto da aldeia e olhava o horizonte. E ao ver o primeiro raio de sol, gritava para a aldeia:
“Ele não veio ainda! Mas virá!”
O povo então respondia em uníssono: “Os Pokalolos esperam!” Dia após dia. Ano após ano.
Muitos anos depois, missionários modernos (principalmente americanos ou europeus) chegaram à região e ficaram surpresos ao encontrar uma tribo que já esperava por eles, que sabia orar, cantar e vivia em santidade – sem ter contato com o restante da cristandade. uma tribo inteira que guardava viva a esperança da promessa feita por um missionário há décadas. E ao verem os novos visitantes chegando com a Bíblia nas mãos, o povo chorou. Não de tristeza, mas de alegria. Eles diziam: “Ele voltou! Ele voltou! A promessa se cumpriu! O Livro chegou!” O povo os recebeu com reverência e alegria, dizendo algo como: “Vocês são os enviados do nosso pastor que prometeu voltar. Esperamos por vocês!”
Lições Espirituais: Essa história tem sido usada por pregadores e missionários como exemplo de: A força do Evangelho mesmo com mínima instrução; O poder da semente plantada; A fidelidade na esperança da volta de Cristo; A pureza da fé sem corrupção doutrinária…
Observação: Há quem diga que essa história tem paralelos com outros grupos como os: Karens da Birmânia (Myanmar), que também esperavam um “livro perdido” (a Bíblia) e um “homem branco que viria do mar”. Tribos da Papua Nova Guiné, que tinham visões e esperanças messiânicas antes de conhecerem missionários. Essa história é real? Ela tem base histórica, mas como circula muito em forma de ilustração missionária, nem sempre tem documentação precisa. Alguns nomes, datas ou localidades podem variar, e em alguns relatos o nome Pokalolo é interpretado como erro de transcrição ou até termo genérico. No entanto, o fato de tribos manterem vivas práticas cristãs por gerações sem contato com o Ocidente é historicamente atestado em diversas partes da África e da Ásia.

A história dos Pokalolos é a nossa história. Assim como eles, nós também recebemos
uma promessa: “Voltarei e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.” (João 14:3). Jesus, o “missionário celeste”, esteve aqui.
Falou de amor, curou feridos, abriu os olhos dos cegos, morreu por nossos pecados, ressuscitou… E antes de partir, disse: “Eu voltarei!” Desde então, a Igreja
— como os Pokalolos — espera. O mundo zomba, o tempo passa, as gerações
mudam… Mas os fiéis continuam a olhar para o céu e dizer: “Ele não veio ainda… mas virá!” E o céu responde: “Os remidos ainda esperam!” Maranata! Ora Vem Senhor Jesus…
criança no maior momento de perigo Este é o
significado e o propósito do Arrebatamento.
Ah! Quer saber…. Vamos relatar essa historinha:
“O Menino na Estrada: Um Retrato do Arrebatamento”
Era uma tarde comum. O sol dourava o asfalto quente de uma longa e movimentada rodovia que cortava os campos de um vilarejo distante. O som das buzinas, o vento cortando os carros em alta velocidade e a poeira ao redor criavam um cenário de movimento e pressa — como o mundo tem vivido: correndo sem parar, sem olhar para os lados.
No acostamento, havia uma criança. Seu nome era Samuel. Tinha cerca de cinco anos, olhos brilhantes e inocência no olhar. Segurava um carrinho de brinquedo com uma das mãos e, com a outra, segurava uma maçã mordida.
Por alguma razão que ninguém soube explicar, Samuel começou a caminhar. Um passo. Dois. E mais outro. E assim, sem perceber o perigo ao redor, ele atravessou a pequena cerca de madeira e pisou no asfalto quente da rodovia.
Lá vinha uma carreta.
A mil metros de distância, ela surgiu como um monstro metálico. Seus faróis estavam acesos, sua buzina soava como trovão. O motorista buzinava desesperadamente. Mas Samuel… apenas olhava.
Ele ficou paralisado. Seus olhos pequenos fixaram-se naquele gigante que vinha em sua direção. O tempo pareceu parar. O barulho ao redor sumiu. Era como se o mundo inteiro tivesse entrado em câmera lenta.
Foi quando alguém gritou.
Do outro lado da estrada, um homem viu tudo. Seus olhos arregalaram-se. Seu coração disparou. Não havia tempo para pensar. Era agora ou nunca. Ele correu. Correu como nunca havia corrido antes. Seus pés mal tocavam o chão. O ar em seus pulmões parecia fogo. Mas ele não parava.
A carreta estava a poucos metros da criança.
Samuel ainda não se movia.
Foi então que, num piscar de olhos — no exato momento em que o para-choque da carreta estava prestes a atingi-lo — o homem se lançou à frente, agarrou o menino com força e o arrancou dali. Os dois rolaram para fora da pista. A carreta passou, freando e buzinando, mas o pior já havia sido evitado.
Samuel foi salvo.
Mas mais do que salvo — ele foi arrebatado.

Aquela cena, que poderia ter sido uma tragédia, se transformou numa poderosa ilustração do amor, do cuidado e da prontidão.
Mais tarde, quando tudo se acalmou, alguém perguntou ao homem:
- Por que você fez aquilo? Não teve medo? E ele respondeu com lágrimas nos olhos:
- Porque eu sabia que a criança não tinha noção do perigo. Eu vi o que ela não podia ver. E eu a amava demais para deixá-la ali. Mesmo que custasse minha vida, eu a salvaria.
Assim será o Arrebatamento.
Muitos estão como Samuel: caminhando distraídos neste mundo, brincando à beira do perigo, olhando para tudo… menos para o céu.
A grande “carreta” da tribulação está vindo. E ela vem em alta velocidade. O mal avança, o juízo se aproxima, os sinais se cumprem. Mas o mundo não percebe. Está paralisado, hipnotizado, confuso.
É então que, num piscar de olhos, o Salvador aparece. Ele não vai nos deixar ali.
Ele virá correndo — com poder e glória. Virá como um relâmpago, como o herói da eternidade. E no exato segundo em que o mal estiver para engolir o mundo, Ele arrebatará os Seus.
Será repentino. Será certeiro. Será um resgate perfeito.
Assim como Samuel foi arrancado da morte iminente, também a Igreja será tirada do mundo antes da destruição. Não por merecimento. Não por força própria. Mas pelo amor e misericórdia de um Deus que vê além dos nossos olhos, que age quando não podemos agir, e que nos arrebata no momento exato.
“Porque o Senhor mesmo, com grande brado, com voz de arcanjo e com a trombeta de Deus, descerá do céu… Depois, nós, os que estivermos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares…” (1 Tessalonicenses 4:16-17)
Voltando: Para compreender verdadeiramente a Bíblia, é essencial termos uma visão oriental e judaica (Não podemos ler e compreender a Bíblia como se fosse um livro português). Nós, do Ocidente, fomos enxertados na fé abraâmica por meio do Messias (Romanos 11:17-24), e por isso, precisamos olhar para as Escrituras com os olhos do plano eterno de Deus. A Bíblia não é apenas linear (em se tratando PRINCIPALMENTE de ESCATOLOGIA não podemos ler e entender a Bíblia lendo de Gênesis ao Apocalipse como um outro livro qualquer – Tipo: Livro Romeu e Julieta, Livro Dom Quixote de La Mancha, Livro O Conde de Montecristo, etc.) A Bíblia é um livro único (ímpar) ela é profética, simbólica e repleta de chaves escondidas – como um grande mapa do tesouro. E como o famoso arqueólogo Indiana Jones, precisamos escavar os textos antigos e encontrar o “X” da revelação espiritual.
Esse “X” está nas Sete Festas do Senhor descritas em Levítico 23. Cada uma delas representa não apenas um evento histórico de Israel, mas um ponto exato do plano redentor de Deus — especialmente em relação à primeira e segunda vinda de Jesus Cristo.
Vamos lá: As Sete Festas do Senhor – O Mapa Profético de Deus
As festas são como sinais proféticos no calendário de Deus, e dividem-se assim:
Primavera – Cumpridas por Jesus em Sua Primeira Vinda

- Páscoa (Pesach) – Morte de Cristo como Cordeiro;
- Pães Asmos (Matzot) – Sepultamento de Cristo;
- Primícias (Bikkurim) – Ressurreição de Cristo e dos primeiros frutos;
- Pentecostes (Shavuot) – Descida do Espírito Santo e nascimento da Igreja;

- Festa das Trombetas (Yom Teruah) –Arrebatamento da Igreja (Obs: O Arrebatamento é o que dá início a fase da segunda vinda de Jesus – Para entender o que Paulo quis nos dizer com a última trombeta –Preste bastante atenção na imagem ao lado);_
- Dia da Expiação (Yom Kippur) – Juízo sobre as nações e arrependimento de Israel –Grande Tribulação e o dia em que Israel se arrependerá depois de 2/3 serem morto;
- Festa dos Tabernáculos (Sukkot) – Reino Milenar de Cristo na Terra (Jesus irá tabernacular (morar) com a humanidade no Reino Milenar…
Cada uma dessas festas se relaciona profundamente com os eventos proféticos finais. Ao compreender seu significado, entendemos por que o arrebatamento acontece antes da tribulação, o papel do povo judeu, e os detalhes da volta gloriosa do Noivo.
As Festas são sempre relacionadas com algum tipo de colheita, e para entender profundamente as festas, a escatologia e dentro da Escatologia: A Volta de Jesus, é necessário também entender como se eram feitas as colheitas, então vamos ver tudo isso juntos: Colheitas (as etapas), as Festas e as Profecias:
As Quatro Etapas da Colheita no Velho Testamento como Sombra de Eventos Futuros
No Velho Testamento, as leis agrícolas de Israel não eram apenas regras para a subsistência e a justiça social — elas carregavam significados espirituais e proféticos. Como afirma Paulo: “Tudo isto lhes aconteceu como exemplos e foi escrito para advertência nossa, sobre quem o fim dos tempos tem chegado” (1 Coríntios 10:11).
A colheita, em especial, é um tema recorrente nas Escrituras e aparece como símbolo do juízo, da redenção e da separação final. Jesus mesmo utilizou essa figura diversas vezes: “A seara é o fim do mundo, e os ceifeiros são os anjos” (Mateus 13:39).
As quatro etapas da colheita que Deus ordenou a Israel revelam um padrão profético que aponta para a obra de Cristo, o arrebatamento, a Grande Tribulação e a restauração final de Israel.
A Primeira Etapa – O Molho / Primícias Apresentado no Templo
“Falou o Senhor a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Quando houverdes entrado na terra que vos hei de dar, e fizerdes a sua colheita, então trareis um molho das primícias da vossa colheita ao sacerdote. Este moverá o molho perante o Senhor, para que sejais aceitos; no dia seguinte ao sábado, o sacerdote o moverá” (Levítico 23:9-11).
O agricultor separava o primeiro feixe (molho) da colheita de cevada e o levava ao sacerdote. Este, por sua vez, movia-o diante do Senhor, dedicando toda a colheita futura a Deus.

Significado espiritual: Cristo como Primícias: Paulo declara: “Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem” (1 Coríntios 15:20). A ressurreição de Jesus é o cumprimento direto desta primeira etapa. As “primícias” que ressuscitaram com Ele: Mateus relata: “E muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados” (Mateus 27:52-53). Esse pequeno grupo, que subiu ao céu com Cristo, é como o feixe que representa a promessa de toda a colheita. O molho movido diante do Senhor representa a garantia de que a colheita será completa. Assim como Jesus subiu ao Pai para apresentar-Se como o primeiro fruto, Ele garante que todos os que Lhe pertencem também serão colhidos.
A Festa das Primícias (Bikkurim) – A Ressurreição e a Apresentação dos Primeiros ressuscitados
(Terceira Festa a ser cumprida na integra e na risca por Jesus)
“Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando tiverdes entrado na terra que vos dou, e fizerdes a ceifa da vossa seara, então trareis ao sacerdote um molho das primícias da vossa sega.” (Levítico 23:10). A Festa das Primícias era celebrada no dia seguinte ao sábado da Páscoa, ou seja, no domingo — o mesmo dia em que Jesus ressuscitou dentre os mortos (Mateus 28:1). Era o momento em que o povo trazia o primeiro molho de cevada ao sacerdote, e ele o movia diante do Senhor, consagrando toda a colheita futura.
Jesus – As Primícias dos que Dormem – “Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem.” (1 Coríntios 15:20). Jesus foi o primeiro a ressuscitar com um corpo glorificado — o Molho Santo oferecido ao Pai como garantia da grande colheita futura. Os Ressuscitados com Jesus – O Molho Apresentado: “E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados; E saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele, entraram na cidade santa e apareceram a muitos.” (Mateus 27:52-53). Pouco lembrado por muitos líderes cristãos, esse episódio mostra que junto com Jesus, houve uma ressurreição de santos do Antigo Testamento, que foram os primeiros frutos da grande colheita (e já subiram (já foram arrebatados e tiveram seus corpos glorificados)). Eles foram levados com Cristo ao céu — um grupo especial, como o molho movido diante de Deus.
“Não me toques!” – Jesus ainda não havia subido – “Disse-lhe Jesus: Não me toques, porque ainda não subi para meu Pai; mas vai para meus irmãos…” (João 20:17). Logo após ressuscitar, Jesus disse a Maria Madalena para não o tocar. Ele ainda não havia se apresentado como Oferta Viva ao Pai, cumprindo a simbologia das Primícias. Essa subida foi rápida e oculta (Arrebatamento – harpazo) — como o sacerdote que movia o molho diante do Senhor.
“Toca aqui, Tomé” – Ele já havia se apresentado – Passados então oito dias –“Depois disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo, e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e põe-na no meu lado…” (João 20:27). Oito dias depois, Jesus aparece a Tomé e permite que o toque. Isso indica que já havia subido e voltado, agora como o Molho aceito, e pronto para revelar-se aos discípulos com paz e autoridade. A Festa das Primícias revela que a ressurreição de Cristo não foi solitária, e sim profética: ela aponta para a colheita completa no arrebatamento e para o plano perfeito de Deus.
A Segunda Etapa da Colheita – A Colheita Geral – Texto-base: “E segareis a seara da vossa terra…” (Levítico 23:22a). Significado agrícola: Após a oferta do molho, o agricultor tinha a permissão de iniciar a colheita de toda a lavoura. Significado espiritual: Esta é uma imagem clara do arrebatamento da Igreja, quando a maior parte dos redimidos será reunida para Cristo antes da Grande Tribulação. Jesus disse: “A seara é grande, mas poucos são os
ceifeiros” (Mateus 9:37). Esse ajuntamento é a grande colheita dos salvos de todas as nações e línguas, os que aceitaram a Cristo antes do tempo de angústia de Jacó e das nações.

Lição profética: A colheita geral representa o ajuntamento principal — a grande multidão que será levada à presença do Senhor na Sua vinda (harpazo) repentina, conforme 1Tessalonicensses 4:16-17.
A Festa das Trombetas e o Arrebatamento da Igreja (Yom Teruah) – O Chamado ao Alto – 5ª festa:
“No mês sétimo, ao primeiro dia do mês, tereis descanso, memorial com trombetas, santa convocação.” (Levítico 23:24). A Festa das Trombetas, conhecida como Yom Teruah, era celebrada com cem toques de trombeta, sendo o último toque — chamado “Tekiah Gedolah” — um som longo e distinto, considerado o mais alto e importante de todos. Essa é a única festa cuja data exata “ninguém sabe o dia nem a hora”, pois dependia da observação da lua nova por duas testemunhas. Somente quando era visto o primeiro filete da lua, os sacerdotes autorizavam o início da festa com o som das trombetas. “Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai.” (Mateus 24:36). Jesus estava usando linguagem típica da Festa das Trombetas!
Link do Toque “Tekiah Gedolah” (Possivelmente o toque da última trombeta referida por Paulo); https://www.youtube.com/watch?v=FskNO96hfrY
O Arrebatamento e a Última Trombeta – “Porque o Senhor mesmo descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram (dormiram) em Cristo ressuscitarão primeiro.” (1 Tessalonicenses 4:16) – “…num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta
soará…” (1 Coríntios 15:52). A “última trombeta” aqui não é uma das trombetas de juízo de Apocalipse. É a centésima trombeta da Festa das Trombetas — a chamada do céu para a Noiva subir e se encontrar com o Noivo!
“Com alarido” – Um termo militar – “Com alarido, com voz de arcanjo…” (1Ts 4:16). A palavra alarido no grego (kélasma) é uma expressão de comando militar — como o grito de um comandante que ordena o exército a avançar. Jesus virá como General Celestial, dando ordem ao céu para que seus santos ressuscitem e os vivos sejam transformados.
Arrebatados – O significado de “harpazo” – “Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados (harpazo) juntamente com eles nas nuvens…” (1 Tessalonicenses 4:17). A palavra “arrebatados” vem do grego ἁρπάζω (harpazo), que significa: Arrancar com força; Levar repentinamente; Resgatar com autoridade; Arrebatar como um ladrão tira algo valioso… É a mesma palavra usada em: João 10:28 – “Ninguém os arrebatará da minha mão”; Atos 8:39 – Filipe foi arrebatado pelo Espírito; 2 Coríntios 12:2 – Paulo foi arrebatado ao terceiro céu… O harpazo será um ato de força, glória e urgência celestial. -Jesus vem não até a Terra, mas até as nuvens, para encontrar-se com a Noiva (Igreja), como no casamento judaico tradicional. Ou seja: o arrebatamento será repentino, irresistível e sobrenatural, como um resgate de emergência executado com autoridade divina. O fim da Graça e o início do Juízo – Ao soar a última trombeta: Encerra-se o período da Graça (Lucas 21:24; Romanos 11:25); Inicia-se o período da Grande Tribulação (os sete anos finais determinados sobre Israel e para todas as nações que não aceitaram Jesus); O Joio será colhido para destruição (Mateus 13:30 — será colhido para ser queimado (julgamento eterno) Representa os que rejeitaram a verdade); Em outros artigos correspondentes veremos ainda a 3ª fase e a 4ª fase das colheitas que são: As Respigas ( os que ficarem sem terem sido arrebatados, poderão ainda serem Salvos durante a Grande Tribulação, exemplo da colheita de como Rute colhendo nos campos Apocalipse 7:14 — “estes são os que vieram da grande tribulação…”); Os quatro cantos da Terra que é a última fase da colheita que veremos no Artigo: Vamos resgatar nossos irmãos (Mateus 24:31) referem-se ao remanescente judeu reunido no final da tribulação – Isaías 11:12; Zacarias 12:10 — judeus que se voltarão para o Messias…
A Igreja não passará pela ira futura: “…Jesus, que nos livra da ira futura.” (1 Tessalonicenses 1:10). “Aguardando a bem-aventurada esperança…” (Tito 2:13). “…aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que O esperam para salvação.” (Hebreus 9:28).
A Última Ceia como Aliança de Noivado – Mateus 26:29: “Não beberei mais deste fruto da videira, até aquele dia em que o beba novo convosco no Reino de meu Pai.” Explicação: era costume judaico o noivo oferecer vinho à noiva durante o noivado, e se ela aceitasse, a aliança estava selada. Jesus, como o Noivo, sela essa aliança com a Igreja e promete voltar para as bodas.
João 14:1–3 e a promessa nupcial – “Na casa de meu Pai há muitas moradas… vou preparar-vos lugar.” Isso era exatamente o que o noivo dizia à noiva antes de partir para construir o novo lar.
A Festa das Trombetas e “o dia e a hora ninguém sabe” – Mateus 24:36 — frase judaica usada para a Festa das Trombetas (Yom Teruá). Festa depende da lua nova, observada por duas testemunhas. Só após confirmação do primeiro filete da lua, começam os toques do shofar… Então são tocadas as 100 trombetas (toques do shofar) durante a festa. A última trombeta (100ª) é chamada de Tekiah Gedolah — um som prolongado e solene. Essa última trombeta aponta para 1 Coríntios 15:52: “…ao som da última trombeta…” Com o toque da centésima trombeta marca o início de outra festa: dos “Dez Dias de Temor”, que culminam no Dia da Expiação (Yom Kippur) – É um chamado para o arrependimento, preparação, purificação. O Antigo Testamento como sombra (Cl 2:17; Hb 10:1) – O Novo Testamento como revelação plena em Cristo. Esta festa de Yom Kippur estudaderom no próximo artigo….
A Profecia de Daniel – As 70 Semanas (Daniel 9:24-27) – As 70 semanas (490 anos) foram determinadas para o povo de Israel, não para a Igreja. Com a morte do Messias, o cronômetro parou na 69ª semana (483 anos). Resta 1 semana profética (7 anos): a Grande Tribulação, retomada após o Arrebatamento, quando o relógio profético volta a contar. A Igreja não faz parte desse último período – O tempo das 70 semanas é especificamente para Israel (Daniel 9:24). A Igreja foi um mistério revelado apenas no Novo Testamento (Efésios 3:5), e será retirada antes desse último tratamento com Israel.
A Festa Judaica de Casamento – 7 Dias de Celebração – Nos casamentos judeus antigos, o noivo levava a noiva para o lugar preparado, e as bodas duravam sete dias. Assim será: Jesus virá buscar Sua Noiva e a levará ao céu por sete anos, enquanto na terra ocorre a Tribulação. Referência: Juízes 14:12, Gênesis 29:27, João 14:1-3
2ª Tessalonicenses 2:1–17 – A “Apostasia” Como Retirada – Verso-chave (v.3): “…não será assim sem que antes venha a apostasia (retirada)…” A palavra grega ἀποστασία (apostasia) pode significar tanto “afastamento” (doutrinário quando vem acompanhado da palavra fé) e nesse caso de 2 Tessalonicenses se refere a “partida física”. Muitos estudiosos defendem que nesse contexto, refere-se à retirada da Igreja — o Arrebatamento/apostasia/retirada. E com essa retirada abre o caminho para a manifestação do Anticristo. Verso 6–7: “E agora vós sabeis o que o detém… até que seja tirado do meio.” Aquele que detém o mistério da iniquidade é o Espírito Santo atuando através da Igreja. Quando a Igreja for retirada, o Anticristo poderá então se revelar. Então enquanto a “Igreja/Grupo de salvos que formam a Noiva” estiver aqui podem até dizer: Fulano é o anticristo, beltrano é o anticristo. Ele só irá se revelar após a “partida/retirada/apostasia da Igreja…
Conexão com a Festa das Trombetas – É a única festa cuja data exata ninguém sabe
- “…quanto ao dia e à hora, ninguém sabe…” (Mateus 24:36). Começa ao se avistar o primeiro filete da lua nova por duas testemunhas. Toca-se 100 vezes o shofar, sendo a última (a 100ª) chamada “Tekiah Gedolah” — o Grande Toque Aponta diretamente para: “…ao som da última trombeta, os mortos (que dormiram) em Cristo ressuscitarão primeiro…” (1 ª Coríntios 15:52)…
Motivos escatológicos para o Arrebatamento pré-Tribulacional: A Grande Tribulação é para Israel, não para a Noiva. A Igreja não aparece após Apocalipse 3 até a volta com Cristo em Ap 19. O Noivo virá buscar a Noiva antes da ira vir sobre o mundo (1Ts 1:10). O Espírito Santo e a Igreja são o que “detêm” o Anticristo (2Ts 2:6-7). A Igreja será arrebatada para as bodas no céu (Ap 19), enquanto na terra haverá juízo. 1 Tessalonicenses 1:10 – “E esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dos mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura.” : A Igreja será arrebatada antes da manifestação da ira de Deus (Grande Tribulação). Tito 2:13 – “Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo.” O arrebatamento é nossa esperança viva
- não um castigo ou juízo, mas um resgate glorioso. Hebreus 9:28 – “…aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação.” Comentário: Jesus virá exclusivamente para os que O aguardam com fé — Sua Noiva vigilante. Tudo isso vai direto para o capítulo escatológico, dentro da parte do Arrebatamento Pré-Tribulacional, junto com o grego harpazo, o “alarido militar”, e as bodas celestiais.
Vale a pena lembrar de que: Cada uma dessas festas se relaciona profundamente com os eventos proféticos finais. Ao compreender seu significado, entendemos por que o arrebatamento acontece antes da tribulação, o papel do povo judeu, e os detalhes da volta gloriosa do Noivo. O harpazo será um ato de força, glória e urgência celestial. Jesus vem não até a Terra, mas até as nuvens, para encontrar-se com a Noiva (Igreja), como no casamento judaico tradicional (já visto aqui na Apostila no artigo: Histórias de VIDA’S. Ao entender as colheitas de Israel, entendemos também por que o arrebatamento precisa acontecer antes da tribulação, e que há graça, juízo e restauração em cada fase do plano de Deus.
As 70 Semanas de Daniel e o Intervalo Profético
A Profecia das Setenta Semanas – O Relógio de Deus para Israel–“Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo (Israel) e sobre a tua santa cidade (Jerusalém)…” (Daniel 9:24)
Daniel recebeu de Deus a revelação de que 70 semanas de anos (ou seja, 70 × 7 = 490 anos) estavam determinadas para o povo judeu e Jerusalém — e não para a Igreja. Essas semanas tratam exclusivamente de: Transgressões de Israel; Fim do pecado; Reconciliação do povo; Vinda do Messias; Ungir o Santo dos Santos…
A Divisão das Semanas (entenda as semanas de anos): “Desde a saída da ordem para restaurar Jerusalém até o Messias… serão 7 semanas, e 62 semanas…” (Daniel 9:25) = 7 semanas (49 anos) – Reconstrução de Jerusalém + 62 semanas (434 anos) – Até a vinda do Messias = 69 semanas (483 anos). Isso se cumpriu literalmente com a primeira vinda de Jesus, sua entrada triunfal em Jerusalém, e sua crucificação logo depois.
O Intervalo Profético – A Era da Igreja – “E depois das sessenta e duas semanas será tirado o Messias…” (Daniel 9:26). Após a 69ª semana, o Messias foi morto, o relógio profético parou, e Deus iniciou um novo tempo: o Tempo da Graça, o chamado aos gentios, a formação da Igreja (que começou na Festa de Pentecostes) — algo oculto aos profetas do
Antigo Testamento (Efésios 3:5-6). A Igreja não faz parte das 70 semanas, porque ela é o
mistério revelado apenas no Novo Testamento (Colossenses 1:26).
A 70ª Semana – A Grande Tribulação – “Ele firmará uma aliança com muitos por uma semana…” (Daniel 9:27). A 70ª semana de Daniel representa os 7 anos finais da história deste mundo — conhecidos como a Grande Tribulação. Esse período será dominado pelo “príncipe que há de vir”, o Anticristo, que quebrará a aliança no meio da semana (3 anos e meio). Nesse tempo: Deus volta a tratar exclusivamente com Israel; As nações serão julgadas; O Messias voltará visivelmente no final da semana (no final dos sete anos)…
Porque o Arrebatamento ocorre antes da 70ª Semana? Porque a Igreja não pertence a esse período. O próprio Deus encerra o Tempo da Graça com o harpazo, e só então o relógio profético começa a contar novamente. “…E agora vós sabeis o que o detém… até que do meio seja tirado.” (2 Tessalonicenses 2:6-7).
Quem detém o aparecimento do Anticristo? O Espírito Santo atuando por meio da
Igreja.
Quando a Igreja for retirada, o Iníquo se manifestará. Prestem atenção: As 69 semanas foram até Cristo; A 70ª semana ainda não aconteceu; O intervalo atual é o tempo da Igreja; O Arrebatamento encerra esse tempo; A Tribulação é o reinício do tratamento com Israel e o início da 70ª semana da profecia de Daniel….
O Casamento Judaico – Uma Profecia Viva – O antigo casamento judaico era realizado em duas etapas principais: Etapa 1 – O Contrato (KetuBah) e o Dote – O pai do noivo escolhia uma noiva. Era firmado um contrato e pago o dote. O casal já era considerado legalmente casado, mas não coabitavam ainda. Jesus veio, firmou o contrato com Seu sangue, e nos deu o Espírito Santo como penhor: “Fostes comprados por bom preço…” (1ª Coríntios 6:20) – “…Nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações.” (2ª Coríntios 1:22)
– O Noivo vai preparar o lugar – O noivo voltava para casa de seu pai para preparar o local da morada (geralmente um quarto novo na casa do pai). Isso levava cerca de um ano. Só o pai do noivo sabia o dia da volta. Jesus disse: “Na casa de meu Pai há muitas moradas… vou preparar-vos lugar.” (João 14:2-3) – “Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos no céu, nem o Filho, senão o Pai.” (Marcos 13:32).
- O Regresso Inesperado – O noivo vinha de surpresa com seus amigos. Tocavam trombetas à meia-noite e gritavam: “Eis o Noivo! Saí-lhe ao encontro!” Parábola das Dez Virgens –
Mateus 25:1-13
- As Bodas – O casal se encontrava fora da aldeia e ia para a casa do pai do noivo. A festa durava sete dias, encerrada com um grande banquete. Apocalipse 19:7-9 – As Bodas do Cordeiro…
Rebeca, Isaque, o Servo e Abraão – O Casamento Profético
Abraão = Deus Pai – Isaque = Jesus, o Filho – O Servo (Eliézer) = O Espírito Santo -Rebeca = A Igreja, a Noiva. Abraão envia o servo para buscar uma noiva para seu filho. O servo encontra Rebeca junto ao poço (símbolo da Palavra e do Espírito). Ele não força Rebeca, apenas convida e apresenta os dons do noivo. Ela decide por fé ir ao encontro do noivo, sem vê-lo. Gênesis 24:58 – “Irás com este varão?” E ela respondeu: “Irei.” Isaque sai ao encontro de Rebeca no campo — como Jesus virá nos ares! Eles se casam na tenda de Sara, a mãe (figura da Nova Jerusalém). Uma das mais lindas tipologias do arrebatamento da Igreja.
O Paralelo com o Arrebatamento
| Casamento Judaico | Igreja e Jesus |
| Pai escolhe a noiva | Deus escolhe a Igreja |
| Contrato e dote pagos | Jesus nos comprou com Seu sangue |
| Noivo vai preparar lugar | Jesus foi preparar morada no céu |
| Volta inesperada | Arrebatamento repentino |
| Festa de 7 dias | 7 anos no céu com Cristo |
| Grande banquete final | Bodas do Cordeiro (Apocalipse 19) |
O casamento judaico não é apenas tradição — é revelação profética! A Igreja é a Noiva, o Pai organizou tudo, o Espírito Santo está conosco, e o Noivo virá nos buscar em breve!
Indiana Jones e o Tesouro do Arrebatamento

A noite caía no deserto da Judeia. No porão silencioso de uma antiga universidade em Jerusalém Indiana Jones e seu pai, o Dr. Henry Jones, estavam em mais uma expedição arqueológica. Mas desta vez, não buscavam cálices de ouro ou templos perdidos — procuravam algo mais profundo: as raízes proféticas da Bíblia (os dois já são convertidos ao Senhor Jesus – iremos revelar essa história no próximo artigo de Escatologia Avançada – Em todo artigo de Escatologia Avançada contém uma história de Indiana Jones e Henry Jones).
Sobre uma mesa improvisada de pedra, mapas, pergaminhos e manuscritos rabínicos estavam abertos. O silêncio só era quebrado pelo som do fogo crepitando e do lápis riscando
anotações apressadas. Indiana Jones e seu pai, o Professor Henry Jones Sr., vasculham uma arca de documentos hebraicos.
- “Junior, você está vendo isso?”
- “Pai, por favor… não me chame de Junior.”
Ambos riram. Era a mesma conversa de sempre, mas agora com um tom de reverência diferente.
- “Essas festas bíblicas, Junior… elas não são apenas memoriais. Elas são códigos
proféticos. Elas são… o mapa.” diz o pai, ajustando os óculos. – Você percebe o que isso significa? As festas de Israel… não eram apenas celebrações… eram profecias vivas!
- “Você está me dizendo que… o Arrebatamento… é a próxima festa a ser cumprida pelo Senhor Jesus?” Indiana segura um fragmento antigo com inscrições sobre o tekiah gedolah, o grande toque da última e centésima trombeta. – Pai… isso aqui descreve exatamente 1 Coríntios 15:52… A última trombeta. A colheita. O resgate da Noiva!
- “Exato. A Festa das Trombetas. O pai sorri. – É isso, Junior. O arrebatamento… o grande mistério revelado. É o próximo X no mapa, e nós estamos mais perto do que nunca.”
Enquanto Henry Jones folheava um velho códice em hebraico, indiana se levanta, emocionado, com a Bíblia numa mão e um mapa profético na outra e fitava o céu estrelado já na esperança do Arrebatamento.
- “Pai, e aquele verso… quando Jesus disse que não beberia mais do fruto da videira… até que o fizesse no Reino?”
- “Sim. É linguagem nupcial. Ele é o Noivo. Ele vai voltar por Sua Noiva. Ele já pagou o dote. A ceia foi o contrato. E agora… Ele virá com o toque da última trombeta.”
Ambos ficaram em silêncio. Pela primeira vez, o filho e o pai sabiam que encontraram o verdadeiro Graal — não uma taça antiga, mas a esperança viva que sustenta cada cristão.
Então, como que conduzidos pelo Espírito, olharam um para o outro e disseram exatamente ao mesmo tempo com lágrimas nos olhos e convicção no coração:
: — “Seremos arrebatados. Maranata! Ora Vem Senhor Jesus!”
Indiana sorriu e disse: — “Acho que esse foi o nosso maior achado.”
E Henry completou com os olhos marejados: — “Sim… e o mais importante: ele estava escondido o tempo todo… nas Escrituras.”
Moral da história: Não são os tesouros de ouro que mais importam, mas o tesouro escondido na Palavra de Deus. E esse tesouro aponta para o grande dia em que o Noivo virá buscar Sua Noiva. (no próximo artigo de “Escatologia Avançada” mais uma historinha de Indiana Jones e Henry Jones…
A Seguir um Diagrama Cronológico Profético das Festas e Colheitas
As Sete Festas do Senhor e Seu Cumprimento Profético (Jesus já cumpriu 04 festas em Sua primeira vinda):
| Nº | Festa | Nome Hebraico | Cumprimento Histórico / Profético |
| 1⃣ | Páscoa | Pesach | Morte de Jesus – o Cordeiro Pascal (João 1:29) |
| 2⃣ | Pães Asmos | Matzot | Sepultamento de Jesus – corpo sem fermento (pecado) |
| 3⃣ | Primícias | Bikkurim | Ressurreição de Jesus + primeiros frutos (Mt 27:52) |
| 4⃣ | Pentecostes | Shavuot | Vinda do Espírito Santo – nascimento da Igreja |
| 5ª Trombetas | Yom Teruah | Arrebatamento – Última Trombeta (1 Ts 4:16) | |
| 6ª Dia da Expiação | Yom Kippur | Grande Tribulação – Juízo e arrependimento de Israel | |
| 7ª Tabernáculos | Sukkot | Reino Milenar – Cristo reinando em Jerusalém |
As Quatro Colheitas Escatológicas
| Colheita | Representa | Tempo | Base Bíblica |
| Molho (Primícias) | Jesus + santos ressuscitados | Já aconteceu | 1 Co 15:20; Mt 27:52 |
| Colheita Geral | Arrebatamento da Igreja | Antes da tribulação | 1 Ts 4:16-17; 1 Co 15:52 |
| Respigas | Mártires da Grande Tribulação | Durante a tribulação | Rute 2; Ap 7:14; Dn 12:10 |
| Quatro Cantos da Terra | Remanescente judeu | Após a tribulação (retorno de Jesus) | Mt 24:31; Is 11:12 |
A Última Trombeta – Tekiah Gedolah
- 100 trombetas tocadas na Festa de Yom Teruah
- A última (100ª) é diferente, mais longa, gloriosa
- É o toque do Arrebatamento – o chamado ao lar
O Que Virá em Ordem Escatológica
- Hoje estamos no tempo da Graça
- A próxima festa a se cumprir: Trombetas → Arrebatamento
- O início da 70ª semana de Daniel – Grande Tribulação
- Arrependimento e salvação de judeus e mártires
- Retorno visível (parousia) de Jesus em glória (Cumprimento da sexta festa de Deus: Yom Kipur (Dia do Perdão))
- Reino Milenar de Paz – cumprimento da última Festa de Tabernáculos – Onde Jesus irá tabernacular (residir – morar) com a humanidade.
- Juízo final e eternidade com Deus
Vamos orar: Oração Final: “Seremos Arrebatados!”
Senhor Deus e Pai, Obrigado porque o Teu plano é perfeito. As festas que ordenaste desde a antiguidade apontam para o Teu Filho amado. Obrigado por nos incluir nesse plano de redenção. Ajuda-nos a sermos como Rebeca — que respondeu com fé: “Irei”. Prepara nossa vida como Noiva fiel, vigilante e pura. Que ao soar da última trombeta, possamos ouvir o Teu chamado: “Vinde, amada Minha!” Que possamos juntos dizer, como o personagem aqui de nossa historinha: Indiana e seu pai descobriram no deserto: “Seremos arrebatados!” Em nome de Jesus, Amém.
Maranata! O Senhor vem!
Seremos arrebatados!
Aguardem!!! Nosso próximo artigo sobre: Escatologia Avançada – Será revelador, tudo a ver com a imagem e o texto a seguir:
A Colheita Espiritual após a Última Trombeta (do Arrebatamento): Dia da Expiação (Yom Kippur) – Juízo sobre as nações e arrependimento de Israel. Os Quatro Cantos da Terra: Mateus 24:31 — o remanescente judeu será reunido dos “quatro ventos” Isaías 11:12; Zacarias 12:10 — judeus que se voltarão para o Messias. O Joio: Mateus 13:30
— será colhido para ser queimado (julgamento eterno) representa os que rejeitaram a verdade. As Respigas: Salvos durante a Grande Tribulação, como Rute colhendo nos campos… Apocalipse 7:14 — “estes são os que vieram da grande tribulação…”

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