Histórias de VIDA’s

Os Protagonistas desse artigo serão dois:

Vamos lá:

Do lado esquerdo temos a foto do: Manoel Garcia Neto, mais conhecido como: Garcia, Garcia Neto, Mané Garcia, natural de Santa Rita do Passa Quatro ….

E do lado direito temos: Aparecido Antônio Ferreira, mais conhecido em Londrina como Peninha, e aqui em Leme era conhecido como Toninho…. Natural de São Paulo, mas que viveu parte de sua vida aqui em Leme …. Não sei qual dos dois começaram a usar bigodes primeiro (risos). Mas, os dois me deixaram boas lembranças e moram em meu coração e sinto saudades deles …..

Quem vai contar a história do “Peninha” sou eu Vanderlei, e a história de “Garcia Neto” quem irá nos relatar é o jovem Senhor: Júlio Cesar Garcia ….

Voltando: O Sr. Roque depois de trabalhar na Pernambucanas e ajuntar umas economias. Montou uma lojinha com o nome de: “Feira do Lar” vendia inclusive geladeira, e geladeira naquela época quase ninguém tinha (em casa mesmo não tinha “gelo” só do vizinho – risos) …. Ele, o Sr. Roque, viajava de caminhão de Cajuru até São Paulo, onde pechinchava, pechinchava e fazia suas compras para levar para sua loja….. E nesse “Tempo” de nossa história a locomoção de uma cidade para outra, ou até mesmo para a Capital era feita basicamente pelo trem…. Então o Sr. Roque um bom observador percebeu a necessidade de um transporte para passageiros que vencesse o “Tempo” e a distância (mais rapidamente) …. Então em outubro de 1954

nascia a “VIDA” Viação Danúbio Azul (nome inspirado na Valsa de Strauss). O Sr. Roque começou com dois ônibus novos, eram três viagens semanais, saindo de Cajuru às 2F, 4F, 6F e voltando _às 3F, 5F e sábado (domingo ele e o outro motorista folgavam, pois ninguém é de ferro) … Passados uns anos, Roque se casou pela segunda vez com uma professora que o convenceu a se mudar para São Paulo…. E de lá para frente, em toda a cidade que ele entrava com o seu ônibus, recebia o convite de se fixar na cidade para o transporte de passageiros, foi isto que aconteceu ao passar por Santa Rita do Passa Quatro e também em Leme…

E ali na cidade de Santa Rita a Danúbio também fez “um ninho/morada”, construindo uma garagem para que os ônibus recebessem manutenção (então foi criada a linha: Santa Rita do Passa Quatro à São Paulo) … E um local de trabalho que proporcionou e ainda proporciona trabalho para muitas pessoas da região…. Então foi ali que na década de 60 que o Garcia Neto foi trabalhar ….

No mapinha ao lado podemos perceber os países de origem dos Srs. Roque e do Kamal, com certeza eram descendentes de Abraão e de Ismael (povo *árabe) …

Voltando …. O cine/teatro Marabá, mesmo sendo majestoso, já não comportava mais a demanda do público que em 1947 e 1951 pulou de 400 para 1000 pessoas.

Então Kamal decidiu empreender uma gigantesca obra, e escolhido o local estrategicamente próximo à praça da cidade e da estação ferroviária, nasce então no aniversário da cidade o Cine Alvorada. Alvorada significa o “nascer de um novo dia, o nascer do sol” … Inclusive esse “sol” foi desenhado no teto do cinema na sala do auditório que comportava 1200 pessoas sentadas …. Fotos a seguir do Cine/teatro Marabá (Hoje o Marabá (Mestiço) está se transformando numa Academia de 24 horas) e do Cine Alvorada (que está a venda por Cinco Milhões (só a frente do prédio e o terreno):

Eu, Vanderlei lembro-me e que quando trabalhei de cobrador no ônibus circular de Leme em 1976/77, de vez em quando o Garcia Neto pegava o circular, subia é claro pela porta da frente, cumprimentava o motorista primeiro e depois dirigia o olhar para o fundo do ônibus e cumprimentava também a gente (cobrador)… Lembro-me de algumas vezes dele subir no ônibus acompanhado de uma jovem senhora com dois garotinhos. O mais velho aparentava uns seis, sete anos… E o mais novo uns três, quatro anos de idade.

E os nomes dos garotinhos é: Paulo e Júlio (Foto ao lado do “guri” Júlio – Obs: “guri” é o nome dado na década de 70 pelos paranaenses para se referir a “garoto”, “menino”) … Quando ele Garcia e família subia no ônibus pela porta da frente, eu lá trás na roleta, ficava receoso, sempre fui tímido, eu o achava um superior (hoje, e depois de trabalhar com ele entendo que era bobagem minha). Sua roupa (uniforme) era sempre impecável, cabelo sempre bem penteado, barba sempre feita, bigode sempre aparado, camisa de mangas compridas, bem passadas e ele usavas abotoaduras nos punhos cor de prata, calça com o vinco de bem passada, e sapatos brilhantes e bem engraxados, e a gravata certinha no colarinho ao redor do pescoço. E eu, bom, aquele tempo não existia asfalto nos bairros, e num período de 8 horas de serviço, teríamos circulado 16 voltas… A gente procurava sair de casa bem alinhado com a roupa limpa, passada, cabelo penteado, sapato limpo, mas bastava apenas uma volta num dos bairros para o ônibus ficar cheio de pó da poeira que levantava, e entrava pelos vidros e portas trazeira. Então a gente naquela nuvem de poeira, não tinha como permanecer limpo. O sapato por exemplo, se não o limpasse no final do dia ele teria 16 camadas de poeira acumuladas, assim também posso dizer do uniforme, e de mim. Então voltava para casa com 16 camadas de pó …. No outro dia novamente, e mamãe lavava as peças diariamente, a camisa nas costas ficava tão fina que dava para ver os ossos das costelas (risos), nem comparação com o Garcia…. Mas rapazinho sabe como é, Bom eu não esquentava a cabeça com isso….

Ele não quis pediu a sua parte para que se construísse no terreno ali na avenida um salão comercial …. Foi o que foi feito, meu irmão, mais o meu primo de São Paulo o Robertinho, e meu tio Vicente de Leme, e mais um pedreiro experiente o Sr. Valdemar dos Santos construíram o salão comercial com duas largas portas de madeira…. Anos depois descobri que o pedreiro Valdemar era primo de minha esposa, e uma de suas filhas casou-se com o Luiz Guadanini e trabalhava com o Sérgio no guichê da Viação Santa Cruz …. Bom! Passados um ano e pouco em 1969. Meu irmão conheceu minha cunhada Marina, e começaram a namorar. A Marina morava ali próximo ao antigo curtume na Barra Funda…. Lá ia meu irmão montado

em sua bicicleta Peugeot 10 marchas foto ao lado…. E nessas idas e vindas e mamãe tomando contas do bar que ele abriu no salão…. Nas suas idas acredito que não, mas nas suas vindas ele passava pela porteira da linha do trem, e vinha em direção ao cinema Alvorada. E sempre parava para ver os cartazes dos filmes que passariam aquele mês… E num desses dias, ao olhar os cartazes ele notou o Garcia também ali olhando os cartazes e fumando …. Então ele chegou perto do Garcia e pediu: – Me empresta “o fogo”, já com o cigarro na boca…. E começaram a trocar conversas, olhando os cartazes, e naquele mês passaria inclusive um filme do Mazzaropi intitulado “Uma Pistola para Djeca” neste ano de 1969 tivemos dois filmes de Django (de onde surgiu o título do filme do Mazzaropi) que foram exibidos no cine Marabá …. Então o “mano – peninha” se torna amigo/ conhecido do Garcia…. A Viação Danúbio Azul começando a entrar nas cidades, em Leme ela conseguiu um lugar bem estratégico para colocar a parada dos seus ônibus que ficava uns 200m (metros) da estação de trens da Companhia Paulista, ficava bem ao lado do Cine Alvorada no “BAR DO PINGUIM” e a 200 m também da praça principal, e a 100 m subindo a Rua 29 de Agosto em outro bar ficava a parada da Viação Santa Cruz. Neste “Tempo” eu penso que vendiam as passagens na Danúbio Azul o Garcia Neto num horário e no outro horário o Alziro Boscoli (O Boscoli no meu tempo (1986/94) ele já estava trabalhando agora no departamento financeiro na garagem em Santa Rita do P. Quatro).  Na imagem ao lado podemos ver o Garcia no intervalo dos horários de ônibus, em frente ao Cinema Alvorada fumando seu cigarro. E bem lá no fundo da imagem ficava o “Bar Pinguim” (onde tem uma pessoa caminhando), onde ele, o Garcia vendia as passagens para a Danúbio Azul ….

E nesse “tempo”, (quero dizer esse costume começou na década de 40) os rapazes e as moças tinham o seguinte costume (footing): Os rapazes tinham o costume de ficarem nas ruas formando tipo uma fila nas calçadas, eles ficavam um rapaz ao lado do outro (e eu também alcancei esse tempo (risos)) do lado interno e externo da calçada formando um corredor para as moças passarem por ele, aqui em Leme esse corredor dos rapazes se estendia por uns três quarteirões, até o transito era interrompido das 19:00 hs até as 22:00 hs, tenho uma foto desse costume, que em outra cidade era praticado na rua. Veja a imagem a seguir:

Voltando agora para o ano de 1969 …. Já morávamos em Leme desde 1967/68. Meu pai havia vendido nossa casa de São Paulo do Rio Pequeno e comprado aqui em Leme na Vila Santa Rita, e papai foi perguntado ao meu irmão “Peninha” se ele gostaria de ficar também com o nome nos terrenos, porque de frente para a avenida podia se dividir o lote em três terrenos.

E nesse “tempo”, (quero dizer esse costume começou na década de 40) os rapazes e as moças tinham o seguinte costume (footing): Os rapazes tinham o costume de ficarem nas ruas formando tipo uma fila nas calçadas, eles ficavam um rapaz ao lado do outro (e eu também alcancei esse tempo (risos)) do lado interno e externo da calçada formando um corredor para as moças passarem por ele, aqui em Leme esse corredor dos rapazes se estendia por uns três quarteirões, até o transito era interrompido das 19:00 hs até as 22:00 hs, tenho uma foto desse costume, que em outra cidade era praticado na rua. Veja a imagem a seguir:

O “tal” do Footing era uma doidice nas cidades antigamente imaginem aos sábados e domingos a noite fechar o trânsito para a coisa acontecer, o trânsito todo de veículos era desviado do centro a partir das 19.00h e começava o vai e vem do footing.

Rapazes parados olhando as mulheres que davam voltas e mais voltas subindo e descendo a rua ou quando ao redor da Praça, sempre acompanhadas por parentes ou amigas, faziam o circuito completo passando desfilando pela frente dos rapazes, dando voltas e mais voltas trocando olhares ou flertando, como se dizia na época, com os rapazes parados em seus postos de caça. E dois desses caçadores já conhece? Claro que sim! O Garcia Neto e o Toninho (Peninha) ….

Impreterivelmente às 22.00h o trânsito era reaberto, alguns dos caçadores conseguiam acompanhar uma ou outra moça até perto da sua moradia (não até a porta, é claro) e outros iniciavam namoros que em muitos casos terminaram em casamentos.

Detalhe, as mulheres sempre, bem trajadas, penteadas, com o perfume suave e francês comprado na lojinha da esquina (risos, to brincando, as que tinham mais posse com certeza usavam mesmo perfumes de marcas e até franceses), bem perfumadas, de esmalte nos dedos, batom nos lábios, etc. E no coração a esperança de ser o passeio de encontro com o príncipe encantado.

Os rapazes não ficavam atrás, bem arrumados, com o perfume “Tabu (to brincando de novo risos)”, respeitosos, e alguns no cabelo aquele gel (que se pegasse chuva ardia até os olhos), e que após alguns finais de semana nestes flertes e ataques, os rapazes e moças começavam a namorar e até mesmo casar. Bons Tempos …. Hoje em dia é tudo pelo celular….

Bom! Meu irmão Peninha (Toninho) já mesmo em 1969 resolveu se juntar com sua namorada a jovem de 14/15 anos, a Marina Ferreira (aqui do face), mais o sogro, a sogra, e duas cunhadas a Rita e Rosana, mudaram-se para a cidade de São Lourenço em Minas Gerais. Casando-se posteriormente. E o bar? O bar ficou na nova direção de mamãe que faliu depois de um tempinho….

E o Mané Garcia. Bom! Penso eu que ele conheceu sua esposa no footing…. Uma outra forma provável dele ter conhecido sua esposa. Pode ter sido, nas lotações que o cinema fazia…. Era outra loucura, eram tantas pessoas para entrar numa respectiva seção que não cabiam, e muitos ficavam para a próxima sessão…. E talvez o Garcia flertando com a senhorita Vera, muito jovem e sua futura esposa, um dia, dois, dias, no terceiro (risos) pediu ela em namoro, ela aceitou, e logo o Garcia estava noivo e levando sua noiva para casar na casa do pai em Santa Rita do Passa Quatro.

Foto ao lado da noiva a Srta. Vera e o nosso Garcia Neto (sem bigode e magrinho para o casamento)

 Obs: Ele a levou pagando a passagem dela (que poderia ser paga de duas formas: Com o seu pagamento comprando a passagem, ou com o seu serviço na Empresa pedindo um passe. Com certeza essa viagem a jovem não pagou) E foi feliz nos braços de seu amado esposo ….   (… Depois, aqui na apostila no próximo artigo sobre a volta do Senhor Jesus, vamos comparar o casamento do Sr. Garcia e Sra. Vera com o casamento judaico e também com o casamento de Jesus com Sua noiva a “Igreja”

Continuando ….. Bom! Na década de 70, o Cid Marques aqui de Leme tinha um barracão velho, perto (bem melhor dizendo) ao lado do trevo principal da cidade, que foi reformado, transformado e inaugurado pelo prefeito Sr. Joaquim Lopes Troya em 1973, na Rodoviária de Leme …. E para lá foram cuidar do guichê da Danúbio Azul o Boscoli e o Garcia, revezando os horários, foram também nesta época para cuidarem do guichê da Viação Santa Cruz a Romilda e sua irmã…. Fotos a seguir da antiga rodoviária de Leme:

Foto da inauguração da antiga rodoviária em 1973, atrás do bigode temos uma criança, e atras da criança temos o delegado (que medo) muito temido e respeitado naquele tempo o Dr. Garcez, pena que estão na frente do guichê …. Mas podemos ver o painel que todo dia tinha que acende-lo…. Tarefa do Garcia e do Boscoli (risos) ….

Continuando agora, a partir do artigo: Indiana Jones e Gunga Din, chegamos ao ano de 1985

Neste ano de 85, eu trabalhava na cidade de Araras na Construtora Dumez (que estava construindo a Chambourcy para a Nestlé), trabalhava como porteiro e vigia, e sempre pegava o ônibus das 04:50hs com destino final Campinas e descia em Araras …. Comprava a passagem com a Srta. Silvana ou a irmã dela a Srta. Fátima, e o Garcia de vez em quando o encontrava de manhã ou a tarde, na minha volta. Nesta época ele já era Fiscal Rodoviário (ou encarregado não tenho essa certeza) …. E sempre quando nos víamos nos cumprimentávamos. Essa época também em Araras ainda não existia a Rodoviária, o guichê da Danúbio em Araras ficava num quarteirão e o da Santa Cruz em outro quarteirão … E a tarde quando estava voltando do trabalho, chegava uns minutos antes do horário da saída do ônibus e via na TV do bar ali do guichê da Danúbio que passava a série do Daniel Boone e quem vendia passagens em Araras era o agenciador João Ferreira …. Bom! Em 1986 depois de eu levar uns “sopapos” de um “grandalhão” (quem quiser mais informações dos “sopapos” que levei terá que ler o artigo do Indiana Jones e Gunga Din) eu fui dispensado do trabalho … E como não acredito em coincidências (então os sopapos foram necessários (e doloridos), na outra semana já estava praticando na agencia com a Srta. Silvana, e no primeiro dia, acho que o Garcia é claro! Foi informado de um “novo agenciador em Leme” passou lá e me disse: – ah! É você que está aí! Eu respondi: -Sim! E ele continuou mais algumas palavras com a Silvana e foi para o ônibus.

            Estava eu, agora trabalhando no mesmo lugar (digo na mesma Empresa) do Garcia, usando um uniforme idêntico ao do Garcia, agora sem as camadas de poeira (risos) e sem abotoaduras. Mas, ainda sentia o maior respeito pelo Garcia (e nos três anos seguintes que trabalhamos podemos dizer juntos, nunca recebi uma repreensão do Garcia, mas dos outros fiscais nem ti conto) …. Foto a seguir da Rodoviária vista do Trevo desta época:

Agora em 1988, aconteceu algo para chorar ou rir você escolhe… Neste ano de 88 além de trabalhar no guichê da Danúbio, eu queria ganhar um pouquinho mais…. Ali num minúsculo box ao lago do guichê tinha um Senhor, o Sr. Miguel Arjorra Alvarez (que nos deixou neste ano de 2024), e seu filho Marcos (Marquinhos) numa lojinha de consertos e vendas de relógios, Bíblias, etc. E o Sr. Miguel não quis mais continuar ali no box, fiquei interessado na compra e continuar com o comercio, mas dinheiro que é bom não tinha. Tinha só um pouquinho de nada…. Então conversando com o filho dele o Marquinhos fiz a proposta de toda a semana dar parte do dinheiro que entrava na loja para o pagamento da própria loja…. O Sr. Miguel aceitou, e com as economias que eu tinha ele me levou para São Paulo ali na Galeria Pagé e arredores da 25 de março, e compramos o estoque, nesta época do presidente Sarney, o dólar subia diariamente e com isto, ali se vendia na lojinha uns 50, 60 relógios digitais por semana, alugamos então outro box o segundo, tinha um casa de vitaminas no primeiro box, e nossa lojinha ficou então no segundo, e no terceiro box ficava a dona Dirce e sua filha Marta nas vendas de jornais e revistas, e alguns brinquedos…. Em nosso box tinha uma divisória, e atras da divisória trouxemos nosso videocassete e com

uma filmadora bem antiga (foto ao lado) começamos a filmar as lojas da cidade e passar as propagandas na rodoviária de Leme em dois televisores…. E nessa ambição…. Fiquei sabendo que em Araras “uns caras” vendiam videocassetes e filmadoras bem baratinho…. Em 1988 meu irmão Toninho, já morava novamente em Leme…. O vendedor entrou em contato comigo ali na agencia me informando que ele tinha um videocassete e uma filmadora novinhos…. Meus “olhos cresceram” e com comichão, mandei recado para meu irmão Peninha (Toninho/Aparecido) me ligar…. E quando ele ligou falei com ele, que o videocassete poderia ficar para ele, e a filmadora a gente usaria nas propagandas…. Falei com ele para ir primeiro em casa e pedir para minha esposa passar no banco e trazer a quantia (dinheiro da lojinha) para mim…. Depois de algum tempo, ele chegou no guichê, e perguntou: – O Garcia ainda trabalha na Empresa? Respondi: Sim! Agora ele é encarregado dos fiscais, e seu filho Júlio, trabalha de cobrador de ônibus, então ligamos para a pessoa e combinamos o horário para logo, eles tinham pressa. E como minha esposa ainda não havia chegado com o dinheiro, cai na besteira de pegar o dinheiro do caixa …. Então meu irmão foi, e eu fiquei tremendo e apavorado com a falta de parte do dinheiro do caixa e “torcendo” para os “BIGODES” não aparecerem para conferir o caixa antes da minha esposa chegar com a quantia…. Os ‘Bigodes’ de vez em quando e sem avisar passavam de agencia em agencia conferindo o caixa. Os ‘Bigodes’ eram o Garcia Neto encarregado dos fiscais e o ex cabo da Aeronáutica que trabalhou como agenciador e agora era um Fiscal o nome dele é Moacir (De bigode grande bem parecido com o do Garcia (e do Moacir eu o sentia como duas vezes meu superior, ele foi cabo e eu apenas soldado da Força Aérea, ele foi fiscal e nesta época eu era agenciador (bilheteiro) (risos))) …. Bom primeiro chegou rapidinho meu irmão com uma caixa pesada de papelão e bem fechada…

Ali no guichê entre o Danúbio Azul e o guichê da Santa Cruz existia um corredor, e ali no corredor abrimos a caixa e para nossa surpresa estava cheia de tijolos baiano…. Perguntei para meu irmão que foi policial, como deixou eles te enganarem? Tijolo Baiano | Lojas Eterfran | Materiais de Construção e AcabamentoEle me respondeu: – Eles estavam com pressa, e ali tinham rondando guardas municipais, e como se tratava de produto importado e sem nota fiscal (a rodoviária de Araras já havia sido inaugurada um pouquinho de tempo depois que sai da Dumez em 1986 mesmo), continuando a explicação de meu irmão: – então subi rapidinho no ônibus e não abri a caixa…. E logo graças a Deus! Também chegou minha esposa com a quantia, e ela também participou da decepção…. Ainda bem que tudo terminou quase bem…. Eu, só com nossas economias que viraram tijolos….

Agora quero deixar as lembranças com o filho do Garcia, o jovem Senhor Júlio Cesar Garcia:

Eu, Júlio Cesar, quero falar um pouquinho sobre papai o Mané Garcia …. Pelo nome de papai se percebe que ele foi o terceiro. Primeiro meu bisavô que se chamava: Manoel Garcia, o segundo foi meu avô, que se chamava: Manoel Garcia Filho e o terceiro como vimos é o papai: Manoel Garcia Neto …

….. Seguindo este raciocínio, com certeza cada um de nós recebe um nome ao nascer, não somos nós mesmos que escolhemos nossos nomes. E sim papai e mamãe escolhem o nosso nome carinhosamente e quando crescemos é difícil de uma pessoa não gostar do seu próprio nome. Agradeço a você, viu mamãe pelo meu nome …. O Papai já não está mais com a gente, para mim agradece-lo. Mas o sobrenome do papai, do vovô, do bisavô: “GARCIA” eu carrego em todos meus documentos, e assino com muita satisfação, carinho e recordação… Este nome “GARCIA” que recebi do papai, agora o nome “Júlio Cesar” penso que foi mamãe que escolheu…. E o meu nome: Júlio Cesar Garcia, está ligado estritamente com minha história pessoal de vida…. Assim como o nome: Manoel Garcia Neto está ligado a história de vida pessoal do meu pai…. E eu, também como pai que sou, transferi o sobrenome “Garcia” para meu filho Guilherme que poderá levar o sobrenome para mais gerações à frente, e ele é o único responsável pelo seu nome. Não tenho muitas lembranças de papai, mas a imagem, a voz, tenho bem nitidamente em minha memória, e como eu gostaria de ter muitas lembranças, mas o pouco que tenho quero passar para todos vocês, eu tenho muitas saudades de papai, a sua imagem, a sua voz está bem nítida em minhas lembranças ….

Nesta foto, meu pai o Garcia está perto do balcão, tomando água ou café, convidado pelo motorista que está de costas na foto e de “ray ban” escuros (óculos) nos olhos, o Duarte. Eu comecei a trabalhar na empresa em 1987 com 14 anos e como cobrador intermunicipal, e também trabalhei várias escalas (viagens) com o Duarte. O Duarte e Papai sempre conversavam, eram amigos, e bem dizer os pioneiros da Danúbio em Santa Rita do Passa Quatro …. E nesta foto eles estão no antigo “Bar do Pinguim” ao lado do Cine Alvorada …. O Duarte agora no final de 2023 está vivo ….

Aonde quer que eu vá, e diga que sou filho do Garcia Neto, as pessoas se lembram de papai e o elogiam. E isto me faz bem, eu me sinto feliz com meu pai. Apesar de eu ter tido pouco tempo com papai. Ele me é referência e exemplo para o meu caráter como cidadão, amigo, esposo e pai.

Aqui quero deixar meu recado para quem tem pai, mãe, ainda vivos. Respeitem eles, amem eles, siga os conselhos deles. Eles são sempre mais experientes que nós filhos. Eles podem nos ensinar coisas, dificuldades que eles já passaram e que eles não desejam para nós. Cada um de nós é individual. Mas com certeza nossos pais nunca, mas nunca mesmo irão querer nos ver em dificuldades. Eles sempre irão querer o melhor para seus filhos.

As fotos a seguir (a da esquerda) mostra papai encostado na porta do ônibus com destino à São Paulo não sei dizer em qual cidade o ônibus está estacionado. Mas, o motorista deve ter ido ao banheiro ou ido tomar café ou ainda ter ido no guichê. Só sei que papai está a sua espera para seguirem viagem. Papai era muito dedicado ao seu trabalho, o seu trabalho era tudo para ele, trabalhava com muito orgulho daquilo que ele fazia na empresa, sempre cordial, tratava a todos com respeito…. É de onde ele tirava o nosso sustento, e de onde ele conseguia recursos para realizar os seus sonhos. Eu, comecei a seguir os “passos” de papai na empresa em 1987 com 14 anos como cobrador e com 18 tirei minha habilitação já para conduzir ônibus de passageiros e logo mais algum tempo passei a ser motorista de ônibus na empresa, e agora em 2021 me aposentei, e sai da empresa.

Na foto da direita, mostra papai chegando em sua lambreta, todo sorridente na garagem de Santa Rita para mais um dia de trabalho. 

Mesmo quando estava de folga, papai não ficava parado. Estava sempre arrumando algo para realizar em casa, era uma parede para pintar, um pedaço de muro para construir. E quando realmente não tinha nada para realizar na casa, o que para ele era difícil. Ele procurava cuidar do jardim…. Este crachá de trabalho foi o último que papai recebeu, eu acho que foi no final de janeiro de 1989. E num dia, de fevereiro de 1989, papai estava de folga e recolhendo no carrinho umas pedras de construção, ele teve um infarto fulminante. E infelizmente nos deixou com 42 anos.

            Eu, este ano de 2025 em dezembro completo meus 52 anos, e agora entendo que papai nos deixou ainda jovem e cheio de sonhos…. Sinto muitas saudades e muita falta de papai…. Assim que papai se foi,

mamãe então me deu o seu último crachá que é este de 1989 da fotografia, eu o coloquei na minha carteira e desde os meus 16 anos e já se passaram 36 anos que este crachá me acompanha diariamente como uma lembrança viva dele, de papai…. Ah! Eu também faço parte dos amigos do Vanderlei no facebook….

Estudo Bíblico Profético: O Casamento Moderno, o Casamento Judaico Antigo e a Volta de Jesus como Noivo da Igreja

Introdução

Obs: Aqui não está separado o Arrebatamento de quando Jesus voltar para começar o Milênio.

O casamento sempre foi mais do que um contrato civil ou celebração romântica. Ele é, desde a antiguidade, um tipo espiritual que aponta para o relacionamento entre Deus e o Seu povo. Em especial, o casamento entre o homem e a mulher simboliza a união eterna entre Cristo e Sua Igreja. Neste estudo, faremos uma comparação entre o casamento moderno, o casamento judaico antigo e o cumprimento profético da volta de Jesus como Noivo da Igreja.

I. Comparativo das Etapas do Casamento

ElementoCasamento ModernoCasamento Judaico AntigoVolta de Jesus para a Igreja
IniciativaDecisão dos noivosPai do noivoJesus e o Pai (João 6:38-39)
AliançaVotos simbólicosContrato (Ketubá)Nova Aliança no sangue (Lucas 22:20)
PreçoGratuito ou simbólicoDote (Mohar)Sangue de Jesus (1 Pedro 1:18-19)
PreparativoNoiva escolhe vestido, maquiagem etc.Pureza, vigilância, separaçãoSantidade e prontidão (Efésios 5:27)
Ordem da entradaConvidados > Noivo > NoivaAmigos anunciam o noivoTrombeta, alarido (1 Tess. 4:16)
Conduzida porPai da noivaNão descrito claramenteEspírito Santo (Romanos 8:14)
Tapete vermelhoRealeza da noiva e do noivoAusenteIgreja caminha pela Graça até o Altar
EncontroNo meio do corredorNoivo vai buscar a noivaNos ares (1 Tess. 4:17)
FestaAlgumas horasAté 7 dias7 anos com Cristo no céu (Dan. 9:27)
União FinalDiante do altarSob a tenda (Chupá)Bodas do Cordeiro (Apoc. 19:7)

II. Elementos Simbólicos do Casamento e sua Relevância Espiritual

Vestido Branco: Simboliza pureza e santidade. A Noiva (Igreja) deve estar vestida de linho fino e resplandecente (Apocalipse 19:8).

Véu: Representa submissão, humildade e separação do mundo. A Noiva está consagrada.

Coroa: Simboliza realeza. A Igreja reinará com Cristo (2 Timóteo 4:8).

Alianças: Representam aliança eterna. Cristo selou com Seu sangue uma nova aliança com a Igreja.

III. A Cerimônia como um Teatro Profético

No casamento moderno, vemos um roteiro que ecoa os eventos profetizados na volta de Cristo:

  • Os convidados chegam primeiro – como as multidões que assistirão ao Dia do Senhor.
  • O noivo entra, e todos se voltam para ele – Jesus voltará em glória, e todo olho o verá.
  • A noiva chega por último, ouvindo-se o murmurinho: “A noiva chegou!” – como o som do alarido celestial.
  • Ela é conduzida por seu pai, sobre o tapete vermelho – imagem clara do Espírito Santo conduzindo a Igreja.
  • A Marcha Nupcial ecoa – no céu, trombetas soarão (1 Cor. 15:52).
  • A noiva encontra o noivo no meio do corredor – a Igreja encontrará Jesus nos ares.

IV. A Festa que Nunca Termina

Na tradição judaica, a festa de casamento durava sete dias inteiros. Profeticamente, a Igreja permanecerá com Jesus no céu durante sete anos, enquanto a Terra passará pela Grande Tribulação.

Depois disso, a Noiva retornará com o Noivo para reinar com Ele no Reino Milenar (Apocalipse 20:4).

V. Aplicação e Apelo

Amado irmão, você é parte dessa Noiva?

  • Sua veste está limpa?
  • Seu azeite está cheio?
  • Está ouvindo o Pai te conduzir pelo Espírito?

Jesus breve virá. O tapete já está estendido. Os anjos já sussurram: “A noiva chegou!”

Prepare-se para as Bodas do Cordeiro!

“E o Espírito e a Noiva dizem: Vem.” (Apocalipse 22:17)

O Incomparável Amor de Deus

Vamos observar a passagem de Mateus 26.50, onde o Senhor Jesus disse: “Amigo, para que vieste?” Jesus se dirigiu com atitude amistosa a Judas enquanto era traído por ele.

Em cada cerimônia de casamento diz: “…. até que a morte os separe”. Muitos matrimônios, no entanto, que iniciam com esse compromisso já terminam após poucos dias, poucos meses, ou após alguns anos, mas não persistem até o fim. Alguns iniciam em clima celestial e terminam em clima de guerra (infernal). Existe um ditado que diz: “Para se conhecer mutualmente é necessário consumir pelo menos 20 Kg de sal, em conjunto”. Mesmo assim, o conhecimento será apenas parcial. Ao conhecer melhor a outra parte, o convívio poderá ficar mais difícil.

Um pai utilizou as três classes de acomodações nos trens como exemplo para explicar os tipos de vida conjugal ao seu filho, que se preparava para o casamento:

1ª Classe: um com o outro (Exemplo na Bíblia: Áquila e Priscila – Atos 18:2);

2ª Classe: um ao lado do outro (Exemplo na Bíblia: Isaque e Rebeca – Gênesis 24);

3ª Classe: um contra o outro (Exemplo na Bíblia: O rei Assuero e Vasti – Ester 2:19).

Com o decorrer do “tempo” o passar dos anos, pergunta: Como está o seu casamento? Ainda é de 1ª classe? Ou você se mudou para a 2ª classe como fizeram Isaque e Rebeca?

Agora perceba que se eu, você estivesse viajando de trem na primeira classe de jeito nenhum mudaríamos para a 2ª classe, por isso, também não deveríamos faze-lo em nosso “trem matrimonial”! Mesmo assim, se embarcamos no vagão errado, ainda há oportunidade em qualquer hora de voltar à 1ª classe – de mãos dadas com a esposa, ombro a ombro com o marido!

Quando Deus se decepcionou com Jacó. Ele não o censurou: “Nunca esperava isso de você!” e o colocou de lado, como em geral acontece com as pessoas no mundo. O amor está relacionado com a fidelidade. Deus é quem inicia e completa a obra em nós (Leia Filipenses 1.6). Deus, Ele nunca muda! Deus não age cheio de amor apenas hoje, para amanhã agir friamente. Não, com Ele não acontece isso! No livro de Oséias na Bíblia. Deus faz uma denúncia: o amor do Seu povo é como orvalho da manhã – ele permanece apenas algumas horas e depois evapora!

Muitas pessoas carregam consigo sacolas invisíveis. Durante todo o dia, guardam nelas todos os problemas que as outras pessoas lhes “aprontam”. Elas têm uma sacola destinada aos assuntos da esposa ou do marido, dos filhos, da sogra, do chefe, etc. Seguem na busca mútua e constante de “novidades” para serem guardadas. Chega o dia em que a sacola fica pesada demais, e então, vem o momento de “despejar” todo o conteúdo sobre a outra pessoa, inclusive acompanhando de acusações. Muitos chegam a recolher tudo outra vez com cuidado, posteriormente, para que “nenhum detalhe seja perdido”.

Um líder religioso relatou uma de suas experiências de acompanhamento de casais. Eles estavam casados há 15 anos. Foram 15 anos de verdadeiro “pingue-pongue” matrimonial. Era um constante “bate e rebate” entre eles. Alternavam-se as “jogadas” ofensivas ou defensivas.

Ela havia aceitado casar com ele porque via nele um líder espiritual, disciplinado, decidido e perseverante.

Podemos imaginar sua decepção quando constatou que o marido era indeciso e indisciplinado, preguiçoso e desleixado. Em sua ira, ela o “sufocava” como o servo da parábola, dizendo: “Você me enganou! Você me deve tudo o que eu esperava de você quando casamos! Ela o tratava como uma pessoa que estava em dívida com ela. Durante 15 anos ela resmungava com ele: “Pague o que você me deve!”

Ele escolheu casar com ela porque era linda, de boa aparência e caprichosa. Podemos também imaginar a sua grande decepção ao verificar que ela realizava os trabalhos da casa com desleixo e que se descuidava completamente com o seu cabelo, suas roupas e sua aparência em geral. Ele acreditava que havia “caído no conto do vigário”. “Você me deve essas coisas que a destacavam quando me interessei por você!”, dizia ele. Enquanto ele a “sufocava”, dizia com zombaria e observações sarcásticas: “Você está em débito comigo, você não liquidou a sua dívida!”

Durante 15 anos ambos ficaram esperando que “o outro” mudasse de atitude. Como é possível que haja relacionamentos interpessoais tão trágicos entre cristãos! Somos eficientes cobradores de dívidas, mas esquecemos que Deus já rasgou a dívida que tínhamos com Ele através do Seu sacrifício na cruz do Gólgota.

Também dos meus filhos eu cobrei dívidas, exigi que eles “pagassem o que me deviam” ao invés de lhes dedicar um amor incondicional.

Em seu sermão de despedida, após 30 anos de ministério, o líder religioso pediu perdão à igreja (pessoas ali reunidas), dizendo que “em relação ao amor de Jesus, havia ficado em débito com ela (com a igreja)”. Bodelschwing (1831 – 1910) dizia que “um grãozinho desse amor é mais valioso do que um saco recheado de ouro”. O aor é a chave enigmática ao aconselhamento espiritual, através da qual são quebrados os obstáculos interpostos pela maldade (Inferno).

Abgail demonstrou esse amor em relação ao seu marido, um homem ímpio. Mesmo não sendo culpada, ela tomou sobre si a culpa do seu marido diante do rei Davi, como podemos ler em 1º Samuel 25.24: “Ah! Senhor meu, caia a culpa sobre mim ….” Ela conseguiu solucionar o problema de um modo que outros não conseguem enquanto não demonstrarem o amor de Deus. O amor que “ama até o fim” perdoa e sustenta.

Também em Jeremias 31.3, lemos: “com amor eterno eu te amei ….” Isso quer dizer que Deus nos ama em todas as épocas e em qualquer circunstância. Assim age o Deus de Abraão, de Isaque e que também é o Deus do Vanderlei e do Cido …. Posso chama-lo de Seu Deus também?!? E claro é também o Deus de Jacó (Israel – judeus). Como já mencionamos, Deus não condenou Jacó, dizendo-lhe: “Não imaginei isso quando o conheci” e o rejeitou como acontece no mundo onde os divórcios são considerados como a única possibilidade viável.

Nós os cristãos, que fomos e somos presenteados com o amor de Deus, deveríamos demonstrar ativamente o que consta em Colossenses 1.4: “amor… para com todos os santos”. É verdade, também, que temos exemplos admiráveis (especiais) de pessoas que agem de acordo com 1ª Pedro 2.18: “Servos, sede submissos, com todo o amor ao vosso senhor, não somente se for bom e cordato, mas também se for perverso”. O grande desafio consiste em amar as pessoas assim como elas são. Quantas pessoas há que gostariam de ouvir, pelo menos uma vez na vida, de que são amadas assim como elas são!

“Amar as pessoas assim como elas são”! – Se isso fosse praticado, então não haveria tantos casamentos desfeitos.

Nosso mundo seria tão diferente se o amor de Deus encontrasse espaço e se Ele pudesse reinar em nossa vida!

A passagem de Efésios 3.19 fala em “…conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda plenitude de Deus”.

Em Jeremias 31.3b, lemos: “com amor eterno te amei; por isso, com benignidade te atraí”. Deus é maravilhoso em demonstrar o Seu amor. É unicamente por Sua graça imerecida – que somos amados tanto assim por Ele!

Muitas pessoas não conseguem concordar quando alguém diz que Deus é amor. Elas estão passando pelo vale de sombras com muitas dificuldades e chegam a duvidar do amor de Deus, dizendo em seu íntimo: “Se Deus fosse amor, nada que estou passando poderia acontecer!”

Posso afirmar, no entanto, que, mesmo que os sofrimentos nos abalem e seja difícil reconhecer o amor de Deus nessa situação. Deus continua sendo amor! Talvez os exemplos a seguir possam ajudar a compreender isso.

DEUS NUNCA ERRA!

Um rei que não acreditava na bondade e no amor de Deus, tinha um servo que, em todas as situações lhe dizia: “Meu ei, não desanime porque tudo o que Deus faz é perfeito. Ele nunca erra!”

Um dia eles saíram para caçar e uma fera atacou o rei. O seu servo conseguiu matar o animal, mas não pôde evitar que Sua Majestade perdesse um dedo da mão.

Furioso e sem mostrar gratidão por ter sido salvo, o nobre disse: “Deus é bondade e amor? Se Ele fosse bondade e amor eu não teria sido atacado e perdido um dedo”.

O servo apenas respondeu: “Meu Rei, apesar de todas essas coisas, só posso dizer-lhe que Deus é bondade e amor, e Ele sabe o porquê de todas as coisas. O que Deus faz ´perfeito, Ele nunca erra!”

Indignado com a resposta, o rei mandou prender o seu servo. Tempos depois, saiu para mais uma caçada e foi capturado por selvagens que faziam sacrifícios humanos. Já no altar, prontos para sacrificar o nobre, os selvagens perceberam que a vítima não tinha um dos dedos e soltaram-no : ele não era perfeito para ser oferecido aos deuses. Ao voltar para o palácio, mandou soltar o seu servo e recebeu-o muito afetuosamente: “Meu caro, Deus foi realmente bom comigo! Escapei de ser sacrificado pelos selvagens, justamente por não ter um dedo! Mas tenho uma dúvida: “Se Deus é tão bom, por que permitiu que você, que tanto O defende, fosse preso?”

O servo respondeu: “Meu rei, se eu tivesse ido com o senhor nessa caçada, teria sido sacrificado em seu lugar, pois não me falta dedo algum. Por isso, lembre-se: tudo o que Deus faz é perfeito e Ele é bondade e amor. Ele nunca erra!”

Muitas vezes nos queixamos da vida e das coisas aparentemente ruins que nos acontecem esquecendo-nos que nada acontece por acaso e que tudo tem um propósito. Deus é bondade e amor, mesmo que não se perceba isso no momento das dificuldades e que surjam questionamentos a respeito de tudo o que nos assola e que é permitido por Ele.

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