
Olhando a foto acima, Meu amigo César, quando você me disse: “Calma amigo, tudo no tempo Dele!”, você não imagina o quanto essas palavras tocaram em mim. E eu concordo com você: tudo está, de fato, no tempo de Deus. Mas existe uma razão muito maior para eu ter colocado aquela imagem minha com minha esposa e a frase “Aguardando a nossa reunião com Cristo Jesus”. Talvez você ainda não conheça o significado que isso tem para mim. Por isso quero lhe explicar.
A primeira vez que ouvi falar sobre o arrebatamento da Igreja foi em 1985. Aquilo me impactou profundamente. Não foi simplesmente mais uma doutrina que ouvi e guardei na memória. Foi como descobrir que, dentro da Bíblia, existe uma promessa de Deus que atravessa toda a história humana e que aponta para um encontro futuro entre Cristo e aqueles que pertencem a Ele.
Abaixo, arquivo em PDF do livreto que pela primeira vez tive contato com o Arrebatamento:
E hoje, depois de tantos anos, essa esperança ganhou para mim um significado ainda mais profundo, porque minha esposa partiu há dois anos. Eu não digo isso como alguém que esqueceu a saudade, nem como alguém que acredita que a morte não dói. Dói. A ausência é real. A saudade existe. Mas existe também algo que a Bíblia chama de esperança.
E é justamente essa esperança que quero compartilhar com você.
Para entender o arrebatamento, precisamos voltar muito antes do Novo Testamento. Precisamos voltar ao começo de tudo.
Em Gênesis, quando Deus criou o homem, a morte não fazia parte do propósito original da criação. Deus colocou Adão e Eva no jardim e lhes deu vida, comunhão e a presença de Deus. Mas o pecado entrou no mundo e, com o pecado, entrou também a morte. Deus havia dito: “no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gênesis 2:17).
A partir daquele momento, a história humana passou a ser marcada pela separação, pela corrupção, pelo sofrimento e pela morte.
Mas há algo extraordinário em Gênesis 3. Quando tudo parecia perdido, Deus fez uma promessa. Falando à serpente, declarou: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gênesis 3:15).
Ali aparece, já no início da Bíblia, a promessa de que o mal não teria a palavra final.
A Bíblia inteira passa a contar como Deus desenvolveria essa promessa.
Passamos por Noé, Abraão, Isaque, Jacó, Israel, Moisés, Davi e pelos profetas. Deus estabelece alianças, faz promessas e prepara a história para a chegada daquele que venceria o pecado e a morte.
Abraão recebeu uma promessa de que, por meio de sua descendência, seriam benditas todas as famílias da terra (Gênesis 12:1-3). Séculos depois, Deus prometeu a Davi que seu reino teria uma continuidade extraordinária (2 Samuel 7:12-16).
Então chegam os profetas.
Isaías fala daquele que viria e seria chamado Emanuel (Isaías 7:14). Fala também do Servo que levaria sobre si as transgressões de muitos (Isaías 53).
E há uma passagem que sempre me impressiona. Isaías escreveu:
“Os teus mortos viverão, os teus mortos ressuscitarão; despertai e exultai, os que habitais no pó.”
(Isaías 26:19)
Veja que interessante: muito antes de Jesus nascer em Belém, a Bíblia já falava de ressurreição.
Daniel também recebeu uma revelação impressionante:
“E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna…”
(Daniel 12:2)
Perceba a expressão: “os que dormem”.
Quando o Novo Testamento chega, essa maneira de falar continua. Jesus e os apóstolos passam a utilizar “dormir” como uma forma de falar daqueles que morreram, especialmente daqueles que morreram na fé.
Então chegamos a Belém.
Jesus Cristo nasce.
Aquele que havia sido prometido desde Gênesis entra na história humana. O Verbo se fez carne (João 1:14).
Jesus vive, ensina, cura, anuncia o Reino de Deus e finalmente entrega a própria vida na cruz.
Mas a cruz não foi o fim.
Ele ressuscitou.
E aqui está o centro de tudo.
Se Cristo tivesse permanecido morto, não haveria esperança alguma de reencontro. Paulo explica isso claramente em 1 Coríntios 15: se Cristo não ressuscitou, a nossa fé seria vã.
Mas Cristo ressuscitou.
E porque Ele ressuscitou, a morte não é mais a palavra final para aqueles que estão nele.
Depois da ressurreição, Jesus fez uma promessa que considero uma das mais bonitas de toda a Bíblia.
Ele disse:
“Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas… vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.”
(João 14:1-3)
Meu amigo, perceba a promessa: “Virei outra vez e vos levarei para mim mesmo.”
É por isso que eu espero.
Não estou simplesmente esperando “alguma coisa acontecer no mundo”. Estou esperando uma Pessoa.
Estou esperando Jesus.
E depois de ressuscitar, Jesus subiu ao céu.
Os discípulos ficaram olhando para Ele enquanto era elevado, e os anjos lhes disseram:
“Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir.”
(Atos 1:11)
Então a Igreja começou a anunciar uma mensagem que atravessaria os séculos:
Jesus morreu, ressuscitou, subiu ao céu e voltará.
E aqui chegamos ao assunto que descobri em 1985 e que nunca mais saiu do meu coração: o arrebatamento.
Paulo escreveu aos cristãos de Tessalônica porque alguns deles estavam preocupados com seus irmãos que já haviam morrido.
Imagine a situação.
Eles criam na volta de Jesus, mas tinham uma dúvida: “E aqueles que morreram antes da volta de Cristo? Eles vão perder esse encontro?”
Paulo responde justamente essa pergunta.
Ele diz:
“Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais como os demais, que não têm esperança.”
(1 Tessalonicenses 4:13)
Veja novamente a expressão: “os que já dormem”.
Paulo não está dizendo que não devemos sentir tristeza. Ele está dizendo que existe uma diferença entre a tristeza de quem não possui esperança e a tristeza de quem sabe que a morte não será o capítulo final.
E então vem uma das maiores promessas da Bíblia:
“Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.”
(1 Tessalonicenses 4:16)
E depois Paulo fala daqueles que estiverem vivos naquele momento:
“Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.”
(1 Tessalonicenses 4:17)
É justamente aqui que está a esperança que eu quis colocar naquela imagem.
Primeiro, os que morreram em Cristo ressuscitarão. Depois, os que estiverem vivos em Cristo serão transformados e arrebatados juntamente com eles.
Não será uma reunião apenas dos vivos.
Não será uma reunião apenas dos que morreram.
Será uma reunião dos dois grupos.
Os que dormem em Cristo e os que estiverem vivos em Cristo serão reunidos para encontrar o Senhor.
E Paulo termina dizendo:
“Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.”
(1 Tessalonicenses 4:18)
Agora você talvez entenda melhor por que aquela fotografia tem um significado tão grande para mim.
Quando olho para aquela imagem, não estou tentando fingir que minha esposa ainda está aqui fisicamente. Eu sei perfeitamente que ela partiu.
Eu sinto a falta dela.
Mas a minha fé me permite olhar para além daquilo que os meus olhos conseguem enxergar.
Eu acredito na promessa de que “os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro”.
E acredito que aqueles que estiverem vivos e pertencendo a Cristo naquele momento serão transformados.
Paulo explica isso em 1 Coríntios 15:
“Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados.”
(1 Coríntios 15:51)
Isso significa que existe uma geração de cristãos que poderá não experimentar a morte física. Eles estarão vivos quando Cristo vier para reunir os seus.
Por isso eu disse anteriormente que haverá uma reunião dos “vivos que não precisarão morrer” com aqueles que “dormem em Cristo”.
E todos juntos encontrarão Jesus.
Não é simplesmente uma fuga deste mundo.
É uma reunião.
A palavra que mais toca meu coração é justamente essa: REUNIÃO.
Porque quem perde alguém que ama sabe o peso de uma separação.
A morte diz: “separação”.
O Evangelho diz: “reencontro.”
A morte diz: “acabou”.
A ressurreição diz: “ainda não acabou.”
A sepultura diz: “até aqui”.
Cristo diz: “Eu sou a ressurreição e a vida.”
(João 11:25)
E isso nos leva novamente ao Antigo Testamento.
Jó, em meio ao sofrimento, declarou:
“Eu sei que o meu Redentor vive.”
(Jó 19:25)
Veja a força dessas palavras.
Jó não disse simplesmente: “eu acho”.
Ele disse:
“Eu sei.”
Essa é a natureza da esperança cristã.
Não é simplesmente imaginar que tudo ficará bem.
É confiar numa promessa feita por Deus.
E a história continua.
Jesus falou muitas vezes sobre sua volta. Em Mateus 24, Ele disse que haveria sinais e que sua vinda seria inesperada. Em Mateus 24:44, afirmou:
“Por isso, estai vós apercebidos também; porque o Filho do Homem há de vir à hora em que não penseis.”
Os apóstolos continuaram anunciando essa esperança.
Paulo escreveu aos coríntios que, na ressurreição, “isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revista da imortalidade” (1 Coríntios 15:53).
E então chegamos ao último livro da Bíblia.
Apocalipse.
O livro começa mostrando Cristo glorificado e termina mostrando a consumação do plano de Deus.
Apocalipse apresenta a volta de Cristo, o juízo, a derrota definitiva do mal e, finalmente, uma nova realidade.
João vê “um novo céu e uma nova terra” (Apocalipse 21:1).
E então ouve uma voz:
“Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus.”
(Apocalipse 21:3)
E existe uma frase que, para mim, resume tudo aquilo que esperamos:
“E Deus limpará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor.”
(Apocalipse 21:4)
Perceba onde a história começou.
Gênesis: o pecado entra e a morte aparece.
Apocalipse: a morte deixa de existir.
Em Gênesis, o homem é afastado da presença de Deus.
Em Apocalipse, Deus habita com os homens.
Em Gênesis, existe uma promessa de que a cabeça da serpente seria ferida.
Em Apocalipse, Satanás é finalmente derrotado.
Em Gênesis, encontramos lágrimas, dor, pecado e morte entrando na história.
Em Apocalipse, encontramos a promessa de que não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor.
A Bíblia começa com um jardim.
E termina com uma cidade gloriosa, a Nova Jerusalém.
E no meio de tudo isso está Jesus Cristo.

Por isso, meu amigo, quando você me diz: “Calma, tudo no tempo Dele”, eu digo: sim!
É exatamente isso que estou fazendo.
Estou esperando no tempo Dele.
Mas talvez agora você entenda que, para mim, esperar não significa simplesmente ficar parado esperando os dias passarem.
Esperar é viver olhando para uma promessa.
É acreditar que a história ainda não terminou.
É acreditar que a morte não terá a última palavra.
É acreditar que Jesus cumprirá aquilo que prometeu.
E é por isso que aquela imagem de mim e da minha esposa não representa apenas uma lembrança do passado.
Ela representa uma esperança para o futuro.
Quando olho para aquela imagem, penso naquele dia em que, segundo a promessa bíblica, “os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro”.
Penso também nos que estiverem vivos naquele momento, que serão transformados.
E penso em todos nós sendo reunidos “nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares”.
É por isso que escrevi:
“Aguardando a nossa reunião com Cristo Jesus.”
Porque, para mim, essa não é apenas uma frase bonita.
É uma promessa.
E existe uma coisa que talvez seja ainda mais importante: essa promessa não é somente para mim.
É uma promessa que Jesus oferece a todos aqueles que colocam sua fé nele.
Por isso não quero que você veja aquela imagem apenas como a fotografia de um homem sentindo saudade de sua esposa.
Veja como a fotografia de alguém que, apesar da saudade, decidiu olhar para além da morte.
Eu não sei quando será.
Não sei o dia.
Não sei a hora.
E a própria Bíblia nos ensina a não marcar datas, porque Jesus disse que ninguém sabe o dia nem a hora (Mateus 24:36).
Mas eu sei quem estou esperando.
Estou esperando Jesus.
E enquanto Ele não vem, continuarei vivendo, trabalhando, amando, lembrando daqueles que partiram e anunciando aquilo que acredito.
Porque um dia, segundo a promessa:
“o mesmo Senhor descerá do céu…”
“os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro…”
“depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles…”
E então acontecerá aquilo que meu coração espera:
uma grande reunião.
Não uma reunião marcada por nós.
Não uma reunião em uma casa, em uma igreja ou em qualquer lugar deste mundo.
Será uma reunião marcada pelo próprio Cristo.
Ele virá buscar os seus.
E quando esse dia chegar, a distância entre céu e terra deixará de ser uma questão de fé.
Será realidade.
Até lá, meu amigo, eu vou continuar esperando.
E talvez agora você compreenda por que, quando alguém me diz “tudo no tempo Dele”, eu não respondo com desespero.
Eu respondo com esperança:
Sim. Tudo no tempo Dele.
E enquanto espero, guardo no coração as palavras de Jesus:
“Virei outra vez e vos levarei para mim mesmo.”
É nisso que eu creio.
É por isso que eu espero.
E é por isso que aquela imagem representa, para mim, não o fim de uma história, mas a esperança de uma reunião.
A nossa reunião com Cristo Jesus.
CARTA ABERTA A UM AMIGO DO CORAÇÃO: CÉSAR,
“Aguardando a nossa reunião com Cristo Jesus”
Meu amigo,
Quando você olhou para aquela imagem minha com minha esposa e me disse: “Calma, amigo, tudo no tempo Dele!”, talvez tenha pensado apenas em me consolar pela saudade que carrego.
E suas palavras foram bem recebidas por mim.
Mas quero lhe explicar uma coisa que talvez você ainda não saiba. Aquela imagem não foi feita apenas para recordar alguém que partiu. Ela representa uma esperança que carrego comigo há muitos anos — uma esperança que começou a tomar forma dentro de mim em 1985, quando ouvi pela primeira vez sobre aquilo que a Bíblia chama de arrebatamento da Igreja.
Naquele momento, algo me marcou profundamente.
Eu descobri que a Bíblia não apresenta a morte como o capítulo definitivo da história daqueles que pertencem a Cristo. Descobri que existe uma promessa de ressurreição, transformação e reencontro.
E hoje, depois de tantos anos, essa mensagem adquiriu para mim um significado que talvez eu mesmo não conseguisse compreender naquela época.
Minha esposa partiu há dois anos.
E eu sinto sua falta.
Não vou lhe dizer que a fé elimina a saudade, porque não elimina. A ausência de alguém que amamos continua sendo uma realidade. Existem lembranças, momentos, lugares e pequenas coisas do cotidiano que nos fazem lembrar de quem já não está aqui.
Mas existe uma diferença entre sentir saudade sem esperança e sentir saudade esperando uma promessa.
É justamente sobre essa promessa que quero conversar com você.
A história começa muito antes de Jesus nascer
Talvez você pense que a ideia da volta de Cristo seja apenas algo que apareceu no Novo Testamento.
Mas não é.
A história começa em Gênesis.
Quando Deus criou o homem, a morte não era apresentada como o destino original da humanidade. O homem foi criado para viver em comunhão com Deus. Mas o pecado entrou na história e, com ele, veio a morte.
Desde então, toda a humanidade passou a viver sob essa realidade.
Pais enterram filhos.
Filhos enterram pais.
Maridos enterram esposas.
Esposas enterram maridos.
Amigos se despedem de amigos.
E em algum momento todos nós percebemos que a vida humana, por mais longa que seja, é temporária.
Mas existe algo extraordinário em Gênesis 3.
Quando o pecado entrou no mundo, Deus não deixou o homem sem esperança. Já ali aparece a primeira grande promessa de redenção:
“E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça…”
(Gênesis 3:15)
A partir daquele momento, a Bíblia passa a contar uma história.
Uma história que atravessa gerações.
Abraão recebe promessas.
Israel é formado.
Moisés conduz o povo.
Davi recebe uma promessa de um reino.
Os profetas anunciam a chegada daquele que haveria de redimir.
Isaías fala do Servo que levaria sobre si as transgressões.
Daniel fala de acontecimentos futuros.
E, ao longo de milhares de anos de história bíblica, uma coisa vai ficando cada vez mais clara:
Deus estava conduzindo a história para a chegada do Redentor.
Então Jesus veio
E quando chegou o tempo determinado, nasceu Jesus.
O Evangelho de João declara:
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós.”
(João 1:14)
Jesus não veio simplesmente ensinar uma filosofia.
Ele veio tratar do problema fundamental da humanidade: o pecado e a separação de Deus.
Ele morreu na cruz.
Mas a cruz não foi o fim.
Jesus ressuscitou.
E é aqui que nasce a esperança cristã.
Porque se Cristo tivesse permanecido morto, não haveria motivo para eu escrever esta carta.
Mas Ele ressuscitou.
E, depois de ressuscitar, Jesus fez uma promessa:
“Não se turbe o vosso coração… vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo.”
(João 14:1-3)
Meu amigo, observe essas palavras:
“Virei outra vez.”
Jesus não disse: “talvez eu volte”.
Ele disse:
“Virei outra vez.”
É por isso que minha esperança não está simplesmente em uma lembrança do passado.
Minha esperança está em uma promessa para o futuro.
Mas e aqueles que já morreram?
Talvez seja exatamente aqui que você consiga compreender o motivo daquela fotografia.
Quando ouvi sobre o arrebatamento em 1985, uma das coisas que mais me impressionaram foi descobrir que a Bíblia fala especificamente sobre aqueles que já morreram.
Paulo escreveu aos cristãos de Tessalônica:
“Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais como os demais, que não têm esperança.”
(1 Tessalonicenses 4:13)
Perceba a expressão:
“os que já dormem”.
Era uma maneira usada pelos primeiros cristãos para falar daqueles que haviam morrido.
Paulo não estava dizendo que a morte não era dolorosa.
Ele estava dizendo que existe uma diferença entre quem sofre uma perda sem esperança e quem sofre uma perda confiando na promessa de Deus.
E então ele revela algo extraordinário:
“Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.”
(1 Tessalonicenses 4:16)
Meu amigo…
“Os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.”
Depois Paulo continua:
“Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares.”
(1 Tessalonicenses 4:17)
É aqui que está o coração daquela imagem.
Não é simplesmente uma fotografia de duas pessoas.
É a representação de uma esperança.
Porque a Bíblia fala de dois grupos:
os que morreram em Cristo
e
os que estiverem vivos em Cristo quando Ele vier.
Os primeiros ressuscitarão.
Os segundos serão transformados.
E os dois grupos serão reunidos.
Juntos.
Uma reunião nas nuvens
Talvez você nunca tenha pensado nisso dessa maneira.
O arrebatamento, na perspectiva bíblica, é uma grande reunião.
Uma reunião que o próprio Cristo realizará.
Paulo diz que os vivos serão arrebatados “juntamente com eles”.
Juntamente com quem?
Com aqueles que ressuscitaram.
É por isso que gosto tanto da palavra reunião.
Porque a morte separa.
Mas Cristo promete reunir.
A morte diz:
“Até aqui.”
Cristo diz:
“Eu sou a ressurreição e a vida.”
(João 11:25)
A morte parece colocar um ponto final.
A ressurreição de Cristo transforma esse ponto em uma vírgula dentro de uma história que ainda não terminou.
E existe algo ainda mais extraordinário
Paulo diz:
“Nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados.”
(1 Coríntios 15:51)
Isso significa que, segundo a esperança cristã, haverá pessoas que estarão vivas quando Cristo vier.
Elas não precisarão experimentar a morte.
Serão transformadas.
Aqueles que morreram em Cristo ressuscitarão.
E aqueles que estiverem vivos serão transformados.
E então, juntos, encontrarão o Senhor.
É isso que eu quis expressar quando coloquei naquela imagem:
“Aguardando a nossa reunião com Cristo Jesus.”
Da primeira página da Bíblia à última
E sabe o que mais me impressiona?
Essa esperança não aparece isolada em um único versículo.
Ela está espalhada pela Bíblia inteira.
Em Gênesis, vemos a entrada do pecado e da morte.
Em Isaías, encontramos a esperança de ressurreição:
“Os teus mortos viverão, os teus mortos ressuscitarão.”
(Isaías 26:19)
Em Daniel, encontramos:
“E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna…”
(Daniel 12:2)
Em Jó, encontramos uma das declarações mais impressionantes:
“Eu sei que o meu Redentor vive.”
(Jó 19:25)
Depois Jesus vem.
Morre.
Ressuscita.
Sobe aos céus.
E os anjos anunciam:
“Esse Jesus… há de vir assim como para o céu o vistes ir.”
(Atos 1:11)
Então Paulo explica o arrebatamento.
E finalmente chegamos ao Apocalipse.
João vê a consumação de tudo.
E então encontramos algo que considero uma das maiores promessas de toda a Bíblia:
“E Deus limpará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor.”
(Apocalipse 21:4)
Olhe a trajetória.
Gênesis começa com a morte entrando na história.
Apocalipse termina com a morte sendo eliminada.
Gênesis começa com o homem afastado da presença de Deus.
Apocalipse termina com Deus habitando com os homens.
Gênesis começa com a tragédia do pecado.
Apocalipse termina com a restauração.
E no centro de toda essa história está Jesus Cristo.
É por isso que eu continuo esperando
Meu amigo, agora talvez você compreenda melhor aquela fotografia.
Eu não a coloquei ali para negar a realidade.
Eu sei que minha esposa morreu.
Sei que ela não está fisicamente ao meu lado.
Sei que os dois anos passaram.
Sei o que significa sentir a ausência de alguém.
Mas eu também sei em quem depositei minha esperança.
E por isso aquela fotografia não representa apenas saudade.
Ela representa esperança.
Quando olho para ela, não penso apenas:
“Como seria bom se ela estivesse aqui.”
Penso também:
“Um dia, segundo a promessa de Deus, haverá uma reunião.”
Não sei quando será.
Não sei o dia.
Não sei a hora.
E não pretendo marcar uma data, porque o próprio Jesus ensinou que ninguém sabe o dia nem a hora (Mateus 24:36).
Mas eu sei quem estou esperando.
Estou esperando Jesus.
“Tudo no tempo Dele”
Por isso, meu amigo, quando você me disse:
“Calma amigo, tudo no tempo Dele!”
eu poderia simplesmente responder:
“Amém.”
Porque é exatamente isso que acredito.
Tudo no tempo Dele.
Mas agora você sabe que, para mim, esperar não significa simplesmente esperar que os dias passem.
Esperar é acreditar.
Esperar é continuar vivendo enquanto se olha para uma promessa.
Esperar é ter saudade sem perder a esperança.
Esperar é olhar para uma sepultura e acreditar que ela não terá a palavra final.
Esperar é acreditar que aquele que ressuscitou Jesus também cumprirá aquilo que prometeu aos que são dele.
E talvez esta seja a parte mais importante desta carta
Eu não estou escrevendo isso para tentar provar alguma coisa a você à força.
Nem quero transformar minha saudade em uma discussão religiosa.
Estou escrevendo porque você é meu amigo e porque, quando viu aquela fotografia, você me disse:
“Tudo no tempo Dele.”
Então achei justo lhe explicar por que eu estou esperando.
Estou esperando porque, há muitos anos, conheci uma promessa que nunca mais consegui esquecer.
Estou esperando porque Jesus disse:
“Virei outra vez.”
Estou esperando porque Paulo escreveu:
“Os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.”
Estou esperando porque aqueles que estiverem vivos serão “arrebatados juntamente com eles” para encontrar o Senhor.
Estou esperando porque a Bíblia termina dizendo que chegará o dia em que:
“não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor.”
E estou esperando porque acredito que a última palavra da história não será da morte.
Será de Cristo.
Por isso, meu amigo, quando você olhar novamente para aquela fotografia, talvez possa enxergá-la de outra maneira.
Você verá duas pessoas.
Eu vejo também uma promessa.
Você poderá enxergar uma lembrança.
Eu enxergo esperança.
Você poderá pensar em alguém que partiu.
Eu penso também naquele que prometeu:
“Virei outra vez e vos levarei para mim mesmo.”
E é por isso que continuo aguardando.
Não sei quando será.
Mas sei quem virá.
E, quando Ele vier, a Bíblia diz que os que dormem em Cristo ressuscitarão primeiro.
Depois, os que estiverem vivos serão transformados.
E juntos encontraremos o Senhor nas nuvens.
Será a maior reunião da história.
E, dessa vez, ninguém precisará dizer:
“Até logo.”
Porque a promessa termina assim:
“E assim estaremos sempre com o Senhor.”
(1 Tessalonicenses 4:17)
É essa a esperança que carrego.
É essa a razão daquela imagem.
É essa a razão pela qual continuo esperando.
Aguardando a nossa reunião com Cristo Jesus.
Um abraço, meu amigo. E que um dia você também possa compreender a beleza dessa esperança.
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