Corre! Que ainda dá tempo (parte final)

Vamos então para a 2ª parte deste artigo, sobre Eic Lidell podemos encontrar dois filmes:

Trailer do filme: Carruagens de Fogo (onde Eric Lidell ganha a corrida):

Trecho onde Eric Lidell – cita a Bíblia (no primeiro filme):

…O outro filme mostra a vida de Eric Lidell na China no TEMPO da segunda guerra mundial – Titulo: Em Busca da Liberdade (2016) – Filme completo e dublado neste link:

Vamos para a análise bíblica com um texto completo e fluido com comparações e aplicação para o nosso dia a dia. Não importa se você tropeçou, se ficou para trás ou até se parou no meio da corrida. Levante-se, olhe para o Autor da sua fé e corra. Não para competir com outros, mas para alcançar o prêmio que jamais se corrompe. Eu estou nessa corrida em busca desse prêmio e você?!?

A verdadeira liberdade — Uma análise bíblica inspirada no cinema – O cinema, quando olhado à luz da Palavra de Deus, pode nos ajudar a refletir sobre valores eternos. Dois filmes, em especial, trazem histórias que se conectam fortemente com princípios bíblicos: “Carruagens de Fogo” e “Em Busca da Liberdade (2016)”, com paralelos que também podem ser percebidos em “Ip Man” (2008). 

Carruagens de Fogo e o Profeta Elias – No filme Carruagens de Fogo, vemos a história de corredores cuja perseverança vai além da pista. A imagem das corridas e da determinação remete ao profeta Elias, que, em 2 Reis 2:11, foi levado ao céu “num redemoinho, com carros de fogo e cavalos de fogo”. Assim como Elias foi retirado deste mundo de forma sobrenatural, a Bíblia também nos fala do arrebatamento da Igreja — um momento futuro em que os fiéis serão levados para estar com Cristo, como descrito em 1 Tessalonicenses 4:16-17: “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro; depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor.” O esforço do atleta, correndo com foco e resistência, é um reflexo da corrida espiritual de todo cristão, que aguarda a meta final: a eternidade com Deus.

Em Busca da Liberdade — Sacrifício por amor – No filme Em Busca da Liberdade, Eric Liddell se separa de sua esposa por amor ao povo chinês e ao evangelho. Durante a Segunda Guerra Mundial, o Japão invade a China, e Eric acaba prisioneiro. O comandante do campo, sentindo-se superior, exige que ele participe de uma corrida, lembrando a soberba e o orgulho de líderes opressores. Hitler foi mais longe em sua soberba e orgulho (mas este será

assunto para outro artigo)… Essa cena ecoa a história do mestre Ip Man, no filme de 2008, que também enfrenta um comandante japonês arrogante que exige um confronto para provar sua “superioridade”. Em ambos os casos, a coragem e a dignidade falam mais alto que o medo. Eric Liddell, assim como o apóstolo Paulo, viveu encarcerado por causa do evangelho. Paulo declarou em Filipenses 1:12-13: “E quero, irmãos, que saibais que as coisas que me aconteceram contribuíram para maior proveito do evangelho; de maneira que as minhas prisões em Cristo foram manifestas por toda a guarda pretoriana e por todos os demais lugares.” Eric morreu prisioneiro (assim como Anne Frank (assunto de outro artigo), Eric faleceu apenas cinco meses antes do término da guerra, mas sua vida deixou um testemunho eterno.

Dizer “não” para viver em liberdade – Eric, ainda em seu país, disse “não” à fama, às propagandas e aos holofotes, para dizer “sim” à sua chamada. Nós, como cristãos, também precisamos carregar nossa cruz diariamente e dizer “não” às drogas, à prostituição, aos vícios, à corrupção, e a tudo que desagrada a Deus. Jesus nos alertou em Lucas 9:23: “E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me.” A verdadeira liberdade não está em fazer tudo o que se quer, mas em viver para fazer a vontade de Deus. Como disse o próprio Senhor Jesus em João 8:36: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” Em Cristo encontramos a única liberdade que conduz à vida eterna.

A CORRIDA, A RASTEIRA E A CARRUAGEM DE FOGO

Mr Bean

Na abertura das Olimpíadas de 2012, em Londres, um momento inusitado e memorável foi apresentado ao mundo. No show de abertura, o comediante Rowan Atkinson, no papel de seu famoso personagem Mr. Bean, foi convidado para tocar o piano na icônica música tema do filme Carruagens de Fogo. Era para ser um momento grandioso, uma homenagem ao esporte, à música e ao cinema.

Link do Clip de abertura com Mr. Bean sonhando:

Mas, como é típico do personagem, algo inusitado aconteceu. Em certo momento, Mr. Bean, com seu ar de tédio e impaciência, começa a bocejar… e logo adormece. E é aí que a cena se transforma em um sonho: ele se vê correndo ao lado de ninguém menos que Eric Liddell, o lendário atleta escocês e missionário cristão, cuja história inspirou o filme. No início da corrida, ambos correm lado a lado, mas conforme os metros avançam, Mr. Bean começa a ficar para trás. Então, fiel ao seu estilo trapaceiro e atrapalhado, ele olha para os lados, vê um veículo se aproximando e decide “pegar carona”. De repente, ele está muito à frente dos demais corredores, com um sorriso maroto no rosto. Mas a cena não termina aí. Eric Liddell, com esforço, disciplina e foco, começa a alcançar Mr. Bean. No entanto, ao perceber isso, Mr. Bean aplica uma rasteira no grande atleta e o derruba… e assim cruza a linha de chegada como “vencedor”. Essa cena, ainda que cômica e fictícia, reflete algo real e muito sério na vida: em nossa corrida particular, sempre encontraremos pessoas maldosas, invejosas, e até aparentemente engraçadas, que tentarão nos passar rasteiras para nos derrubar, para ocupar os nossos lugares, para roubar o nosso propósito. A Bíblia nos lembra que a vida cristã é uma corrida que deve ser corrida com perseverança e foco: “Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus.” (Hebreus 12:1-2). Assim como no sonho de Mr. Bean, haverá aqueles que vão trapacear, que vão tentar atalhos, que vão querer vencer não pela integridade, mas pela trapaça. Contudo, a verdadeira vitória não está em cruzar uma linha de chegada qualquer, mas em terminar a corrida que Deus nos propôs com fidelidade e santidade. Eric Liddell, o verdadeiro atleta, não buscou atalhos. Ele não aceitou correr provas em um domingo, pois era o dia que ele dedicava ao Senhor. Ele perdeu oportunidades de fama e riqueza para permanecer fiel à sua consciência diante de Deus. Mais tarde, deixou sua terra natal para servir como missionário na China, durante tempos difíceis. Sua vida nos lembra das palavras de Jesus: “Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? ou que dará o homem em recompensa da sua alma?” (Mateus 16:26)

O filme Carruagens de Fogo e a vida de Liddell nos levam também a pensar na verdadeira “Carruagem de Fogo” que ainda está por vir: o dia do arrebatamento da Igreja, o encontro com o Senhor nos ares, a consumação da nossa esperança. Assim como Elias foi levado ao céu em uma carruagem de fogo: “E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho.” (2 Reis 2:11). A “Carruagem de Fogo” do arrebatamento ainda não chegou. Ainda estamos na pista de corrida da vida. Ainda podemos correr, mesmo cansados, mesmo feridos por rasteiras e injustiças. A porta da graça ainda está aberta. “Eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar; tendo pouca força, guardaste a minha palavra, e não negaste o meu nome.” (Apocalipse 3:8)

Não é tempo de parar, nem de desistir. É tempo de perseverar. É tempo de dizer não. Assim como Eric Liddell disse não à fama, às propagandas e à exaltação humana, nós também, como cristãos, devemos dizer não às drogas, à prostituição, aos vícios, à corrupção, à mentira, ao egoísmo e a tudo que desagrada a Deus. “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e siga-me.” (Lucas 9:23). “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” (1 João 2:15-17). “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna. E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido.” (Gálatas 6:7-9). A nossa corrida não é contra pessoas, mas contra as forças espirituais do mal, contra as tentações e contra a nossa própria carne. “Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta, de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós, porém, uma incorruptível.” (1 Coríntios 9:24-25)

Por isso, a mensagem de hoje é clara: Ainda dá tempo! Ainda dá tempo de recomeçar. Ainda dá tempo de pedir perdão. Ainda dá tempo de perdoar. Ainda dá tempo de se reconciliar com Deus. E quando a “Carruagem de Fogo” chegar, que nos encontre correndo a corrida certa, sem trapaças, sem atalhos, mas com os olhos fixos no Autor e Consumador da nossa fé.

Como disse Jesus: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” (João 8:36).

A verdadeira liberdade está em Cristo. A verdadeira vitória está Nele. E a verdadeira linha de chegada é a eternidade ao lado do Senhor. Corra… porque ainda dá tempo!  Entendeu porque na foto o Mr. Bean está correndo com a gente. Porque ele sabendo ou não, aceitando ou não ele também está na corrida como você também está. Será que posso dizer que você é mais do que vencedor?!?

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